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A pandemia que desnuda um planeta agonizante – por Paulo Stucchi

Redação 17 de abril de 2020 3 minutes read

Adoecemos. Definitivamente, 2020 foi o ano em que a humanidade se viu, frente a frente, com sua pequenez e fragilidade. As décadas consecutivas de expansão urbana, inovações na medicina, universalização da Web e planificação dos continentes numa aldeia global fizeram-nos esquecer daquilo que, ano após ano, jogamos para debaixo do tapete junto às nossas promessas de Réveillon: desmatamento em larga escala, fome, miséria, poluição, contaminação do ar e das águas, concentração de renda nas mãos de poucos em detrimento da alienação social de muitos.

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Criamos para nós, homens, um mundo doente; um organismo cujo sistema imunológico tem sido minado, dia a dia, ano após ano, pela nossa ação destrutiva, que cresce em um ritmo muito superior à nossa igual capacidade de renovar, embelezar e amar. Então, amigos, convido à reflexão profunda: quem, de fato, esteve doente todos estes anos? Quem, na realidade, respira por aparelhos há muito tempo, lutando para recuperar seus recursos diante do voraz apetite humano por exploração, extração e consumo?

Criamos guerras, matamos nossos iguais sob pretextos diversos (crenças, cor da pele, origem, classe social); transformamos a política em argumento para o extermínio e o dinheiro em nutriente para a devastação. Mas, como toda escolha, há consequências. Não. Não é apenas a humanidade que adoce. Muito antes, nosso planeta já agonizava, confinado em uma UTI por aqueles que, justamente, deveriam prezar pela sua saúde: nós.

Certamente, demorará para que voltemos à normalidade quando o pico das contaminações por Covid-19 diminuir. Podemos curar nosso corpo, mas nossos espíritos ainda estarão letárgicos em apagar os meses de angústia, isolamento e introspecção obrigatória. Contudo, nesse meio tempo, nosso planeta respira; mais do que isso, ele se cura.

Arrisco dizer, sem obviamente desconsiderar o sofrimento humano que os sintomas e a morte causam, que foi necessário a humanidade adoecer para que o mundo iniciasse sua regeneração. Ao longo de séculos o corpo estranho, o organismo infeccioso que mata seu hospedeiro, fomos nós, homens. E, de tempos em tempos, pestes após pestes, a Terra nos lembra que, mesmo que desapareçamos, a beleza da vida continuará a existir de outras maneiras.

A boa notícia é que ainda temos tempo: para refletir, mudar nossos hábitos, relativizar nossa ganância e pensar em um desenvolvimento de mão dupla – que permita, sim, o usufruto do capital e dos bens, mas que também abra espaço para que nosso mundo respire sem ajuda de aparelhos, e que mais sorrisos de seres humanos sejam vistos através de uma distribuição mais igualitária de oportunidades.

Aprendemos, pela religião e pela nossa necessidade intrínseca de mitos, salvadores e mártires, que milagres curam; que eles acontecem em momentos de extremo desespero e nos salvam. Contudo, nos esquecemos bisonhamente de que esses milagres sempre ocorrem da maneira mais singela, quando o homem se conecta com o grande mundo do qual faz parte, e deixa fluir o que nele há de melhor.

As sociedades não preexistem; elas são criadas, são frutos de uma estrutura pensada, de uma engrenagem complexa e meramente humana. Então, está em nossas mãos o leme do destino. Até lá, o planeta sempre nos lembrará, através da dor (depois de tanto amor dedicado) que nada somos diante da grandeza do ecossistema universal.

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