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A inutilidade útil do Big Brother Brasil

Por Cássio Faeddo

 

Jair Bolsonaro foi eleito com 57 milhões de votos por diversas razões que já foram bem explicadas por importantes cientistas políticos.

 

Bolsonaro ocupou um vácuo que nem propriamente seria de seu perfil; político do baixo clero, com familiares que vivem do Estado, e com todos os problemas de alguém que em 28 anos na câmara dos deputados apresentou apenas dois projetos de lei.

 

O público de Bolsonaro sempre foi também as baixas patentes militares.

 

De repente, veio a onda conservadora que invadiu a Europa e EUA.  A mesma onda que elegeu Donald Trump.

 

Bolsonaro surfou nesta onda e capitalizou o antipetismo.

 

Polarizou e concorreu no segundo turno com Haddad, o moço das faixas vermelhas para bicicletas, que começava tarde o expediente na prefeitura. O professor Marco Antônio Villa, reiteradamente nominava Haddad como Jaiminho, do programa Chaves, que todos conhecem.

 

Pois bem. A derrota era esperada, mesmo contando com votos de eleitores que, sem saída, optaram por Haddad.

 

E o que isso tem a ver com o Big Brother Brasil?

 

O famoso BBB, nesta edição, colocou dentro de uma casa para conviverem por meses, subcelebridades “lacradoras” da Internet cujo “ativismo” vai do feminismo até igualdade racial, passando pelo LGBTQ.

 

Na verdade, essas bandeiras não foram sustentáveis por uma semana na casa de pessoas inúteis da geração nem nem.

 

Como seria possível que um cidadão comum que se auto denomina advogado, por exemplo, permanecer 90 dias sem estudar ou acompanhar um processo?

 

Pois é. São ídolos com pés de barro com milhões de seguidores, mas que na verdade são desocupados profissionais.

 

E aí está tudo o que o brasileiro médio não quer. Os 57 milhões de votantes que elegeram um fraquíssimo presidente, que sem muitas opções, digamos, conservadoras, foi de Bolsonaro mesmo.

 

E agora, para nenhuma surpresa, Haddad foi indicado por Lula para 2022. A esquerda gosta de perder pelo jeito. Para desespero de Boulos, Dino e outros.

 

Com diversos representantes, com ressalvas, do campo que se autodenomina como progressista nesse tal de BBB, Bolsonaro ganha mais munição para bater nos lacradores com pés de barro que estão nesse programa, e colar os perfis dos “ativistas” aos opositores de esquerda.

 

E de munição o capitão entende, não é?

 

Cassio Faeddo: Sócio Diretor da Faeddo Sociedade de Advogados. Mestre em Direitos Fundamentais pelo UNIFIEO.  Professor de Direito. MBA em Relações Internacionais/FGV-SP Site: www.cassiofaeddo.com.br

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal SB24Horas