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João da Silva Cristovan, sua esposa e filha. Década de 1940. Acervo: CEDOC Fundação Romi.
24horas Santa Bárbara d´Oeste

A história do telefone em Santa Bárbara d´Oeste

No site do CEDOC da Fundação Romi é possível visitar exposição virtual que conta a história da telefonia em Santa Bárbara d’Oeste

Em tempos de pandemia e distanciamento social o telefone tem sido muito utilizado para que possamos nos comunicar.  Mas, será que eles foram sempre assim? Você conhece a história dessa invenção? Quando ele passou a ser utilizado em Santa Bárbara d’Oeste? No site do Centro de documentação Histórica – CEDOC da Fundação Romi há uma área, com exposição virtual toda voltada para a história da telefonia em Santa Bárbara d’Oeste. O material é composto por fotografias, documentos, jornais de época e textos que explicam tudo isso.

O telefone foi inventado em 1876 pelo escocês Alexander Graham Bell, em Boston, Estados Unidos. A pesquisa de Bell o levou a descoberta de que uma corrente elétrica podia ser alterada de modo a imitar as vibrações produzidas pela voz. E esse foi o princípio do telefone. No Brasil, o telefone chegou por meio de D. Pedro II,  autor da frase “Meus Deus isso fala”. O imperador ficou admirado com a invenção de Graham Bell exposta na Feira Internacional da Filadélfia, nos Estados unidos em 1876. Os primeiros aparelhos foram um presente de Alexander Graham Bell ao imperador e começaram a funcionar em janeiro de 1877, no Palácio São Cristóvão, hoje, Museu Nacional, no Rio de Janeiro.

Em 1891, foi instalado em Santa Bárbara o primeiro telefone na residência de Albino Picada, localizada à rua Santa Bárbara, esquina com a rua Floriano Peixoto. Esse telefone ligava a casa à Estação da Vila de Santa Bárbara, hoje, Estação Ferroviária de Americana. Albino Picada era de origem Portuguesa, além de empreiteiro e fornecedor de dormentes para a Cia. Paulista de Estrada e Ferro.

As primeiras centrais telefônicas eram manuais. Todas as ligações passavam por uma telefonista da central que fazia a conexão entre as linhas. A tendência dos primeiros aparelhos telefônicos era de acentuar frequências vocais mais altas. Como as vozes femininas eram mais claras o trabalho era executado basicamente por mulheres, para as quais a invenção proporcionou oportunidade de trabalho.

Do final do século XIX até o início do século XX há noticias de uma empresa telefônica na cidade, mas não foi possível saber quem foi o seu proprietário, o endereço e como funcionava.  “A primeira linha telefônica regular de Santa Bárbara foi concedida a Joaquim Veríssimo de Oliveira, pelo Decreto n.º 2411, de 13 de agosto de 1913, ligando Santa Bárbara às cidades de Campinas e Piracicaba. A partir de então, Joaquim Veríssimo passou a ter direito de uso e exploração, oferecendo aparelhos particulares aos barbarenses”, conta a coordenadora do CEDOC Sandra Edilene de Souza Barboza.

Em junho de 1930, João da Silva Cristovam adquiriu a empresa telefônica que se localizava na rua Dona Margarida, esquina com a rua General Osório. Nesta época a Empresa Telefônica Santa Bárbara contava com 12 assinantes. Em 1953 a empresa possuía aproximadamente 150 assinantes e, quem não dispusesse de aparelhos, poderia fazer suas ligações nas cabines telefônicas que existiam na empresa. As ligações aconteciam das 7h às 22h, horário em que as telefonistas estavam na empresa para efetuarem as chamadas. Em 1958, a empresa atendeu mais de 3.000 ligações interurbanas mensais e os seus postes se espalhavam por todos os cantos da cidade.

Com o passar dos anos surgiu a ideia de automatizar as ligações telefônicas, pois havia necessidades que não eram atendidas pelo serviço telefônico em operação como: maior sigilo nas ligações e garantia de flexibilidade nos horários das chamadas. A proposta partiu dos vereadores Zeno Maia e Sérgio Leopoldino Alves e contou com a participação de Américo Emílio Romi.

Em 22 de junho de 1957 realizou-se uma assembleia com o objetivo de propor melhorias nos serviços telefônicos da cidade e assim, foi constituída a TEBASA: Telefônica Barbarense S.A. com a participação de acionista que investiram para melhorar o serviço na cidade. Mas, somente em junho de 1959 iniciaram-se as obras de abertura de valetas, confecção de dutos de concreto para passagem dos cabos telefônicos pela rede subterrânea e para a instalação da central de telefones automáticos.

Em 17 de dezembro de 1960 a Telefônica Barbarense S.A. (TEBASA) foi inaugurada e a partir de então as chamadas locais passaram a ser automáticas, mas o interurbano era feito com o auxílio das telefonistas. A população da cidade que não possuía a linha telefônica poderia se dirigir até a TEBASA onde existiam cabines telefônicas que serviam ao público em geral. Foi somente em 1974 que foram inaugurados os telefones públicos “orelhões” os quais foram instalados em vários bairros da cidade como: Jardim S. Francisco, Vila Sartori, Vila Oliveira, Jardim Panambi (Fórum), Santa Luzia, Núcleo das casas populares e um centro telefônico.

No ano de 1976 a Telefônica Barbarense S/A-TEBASA teve seu patrimônio incorporado pela TELESP encarregada das comunicações telefônicas no Estado de São Paulo. “Como a TEBASA era rentável e funcionava muito bem foi uma das últimas empresas do estado a ter seu patrimônio incorporado pela empresa estatal.Os acionistas da TEBASA passaram a ter ações da TELESP e a empresa, em contrapartida, se comprometeu a investir nos serviços de telefonia na cidade e na construção de um novo prédio para a central. Dessa forma, no ano de 1979 a TELESP implementou o serviço de telefonia por DISCAGEM DIRETA A DISTÂNCIA (DDD) possibilitando chamadas interestaduais sem a necessidade de uma telefonista para completá-las”, explica Sandra.

Em 4 de julho de 1994 a TELESP CELULAR inaugurou o sistema de telefonia celular em Santa Bárbara d’Oeste, em uma cerimônia que aconteceu na prefeitura municipal. Em um primeiro momento disponibilizou 200 linhas, que passaram a operar na região a partir da central telefônica localizada na Zona Leste.Em julho de 1998 a telefonia móvel no país foi privatizada, e a TELESP foi vendida para empresa espanhola Telefónica S.A., conhecida hoje como Vivo.

Acesse a exposição virtual HISTÓRIA DO TELEFONE EM SANTA BÁRBARA em  http://fundacaoromi.org.br/fundacao/cedoc/pagina/22

Há também a linha do tempo da telefonia na cidade http://fundacaoromi.org.br/fundacao/cedoc/timeline-cedoc

Sobre o CEDOC

O Centro de Documentação Histórica da Fundação Romi é um espaço vivo de preservação da história, que além de resgatar todo o passado histórico de Santa Bárbara d’Oeste e região, atua na guarda, conservação e disponibilização do acervo da Fundação Romi e da Indústrias Romi – com destaque para o acervo do Romi-Isetta. Além de um espaço expositivo vivaz e dinâmico, o CEDOC realiza o projeto de Educação Patrimonial para crianças e adolescentes, realiza o Processamento Técnico de todos os documentos recebidos e ainda recebe exposições e palestras, promove visitas monitoradas e técnicas, oficinas de capacitação e experimentação. O CEDOC está localizado na Avenida João Ometto, 200, Jd. Panambi, em Santa Bárbara d´Oeste. (19) 3499-1558. www.fundacaoromi.org.br/cedoc.

Sobre a Fundação Romi

Seu legado iniciou em 1957, em Santa Bárbara d’Oeste, pelo casal Américo Emílio Romi e Olímpia Gelli Romi. Tendo como missão promover o desenvolvimento social e humano através da educação e cultura, a Fundação Romi é pioneira na promoção da comunidade regional e na realização de ações sociais, beneficiando mais de 30 mil pessoas, por ano, através de seus dois grandes eixos: Educação e Cultura. Mantenedora do Núcleo de Educação Integrada, sua escola de Educação Infantil, Ensino Fundamental e Médio, oportuniza a formação integral, autônoma e protagonista de crianças, adolescentes e jovens. Além disso, promove, por meio de seu Centro de Documentação Histórica, projetos de educação patrimonial para crianças do Ensino Fundamental I, para reconhecimento e conhecimento da história local como elemento de cultura e cidadania. Somado a isso, seu Centro de Documentação Histórica também realiza o Processamento Técnico da memória do município para guarda, preservação e disponibilização do acervo à população para consulta e pesquisa. Dentre as unidades da Fundação Romi também está a Estação Cultural de Santa Bárbara d´Oeste que, por meio de oficinas livres, culturais e de formação, projetos de fomento à economia criativa, de elevação do status cultural e de ações socioeducativas atende milhares de pessoas por ano. A Fundação Romi está localizada à Avenida João Ometto, 200, Jd. Panambi, em Santa Bárbara d´Oeste. (19) 3499-1555. www.fundacaoromi.org.br.

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