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A dança das cadeiras entre os ministros de Bolsonaro

Depois de cinco substituições, rumores apontam uma possível troca no Ministério da Saúde em meio a pandemia de coronavírus

 

Com muitas alterações em ministérios desde que assumiu, Jair Bolsonaro está promovendo uma dança das cadeiras em seu governo. O possível próximo candidato a deixar o cargo é o Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, que vem sendo alvo de indiretas do presidente nos últimos dias.

 

No fim do ano passado, notícias que vinham de fontes ligadas ao governo davam a entender que a administração passaria por uma minirreforma ministerial em 2020, o que foi depois rechaçado pelo presidente Jair Bolsonaro em entrevista à imprensa.

 

Enquanto alguns ministérios estão concentrando bastante poder, outras pastas estão sendo esvaziadas pelo governo. Alguns ministros se mostram fortes com seus cargos intactos, como Sérgio Moro e até mesmo Abraham Weintraub, mas outros, como Luiz Henrique Mandetta, veem suas posições ameaçadas no período da crise.

Bolsonaro X Mandetta

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, vem sendo alvo de grupos bolsonaristas por conta de declarações do presidente. Mandetta tem se destacado bastante em meio à pandemia de coronavírus no Brasil. Especialistas e público estão gostando da postura do ministro em meio a crise na Saúde.

 

O problema é que Bolsonaro não está aprovando nada disso. No final de março, em pronunciamento em rede nacional, o presidente defendeu o fim do isolamento social, apoiado por Mandetta, para tentar mitigar os efeitos do coronavírus sobre a economia brasileira.

 

Após o pronunciamento, Mandetta reafirmou que o isolamento social é primordial nesse momento para conter a disseminação da COVID-19 no país e evitar o colapso da Saúde pública. Isso fez com que os rumores da demissão do ministro aumentassem nos últimos dias.

 

Em coletiva no início de abril, Mandetta afirmou que “médico não abandona o paciente”, quando perguntado se ele se demitiria por conta dos desentendimentos com o presidente no meio da crise.

 

Parece que Bolsonaro está tentando colocar seus eleitores contra o ministro. Nos últimos dias, o presidente tem saído bastante para passeios por bairros do Distrito Federal. Em live, no início da semana, Bolsonaro ironizou a declaração de Mandetta com a seguinte frase “o paciente pode trocar de médico”.

 

O mais indicado para assumir a pasta da Saúde, caso Mandetta caia, é o deputado federal Osmar Terra, que defende os mesmos pontos do presidente em relação à pandemia, apoiando o fim do isolamento social e a retomada do comércio.

Cinco trocas de ministros em 13 meses de governo

Em apenas 13 meses de governo, o presidente Jair Bolsonaro já realizou 5 trocas de ministros. A última foi anunciada em 6 de fevereiro, quando alterou o comando do Ministério de Desenvolvimento Regional.

 

O então ministro, Gustavo Canuto, foi realocado e passou a presidir a Dataprev. Em seu lugar, Bolsonaro nomeou Rogério Marinho, deputado federal pelo PSDB, que ocupava o cargo de secretário especialista da Previdência e Trabalho.

 

O primeiro a cair no governo Bolsonaro, foi Gustavo Bebianno, que ocupou o cargo de secretário-geral da presidência por apenas 48 dias. Bebianno foi deposto após reportagens revelarem indícios de sua participação em um esquema de candidatos laranjas do PSL.

 

Até então, a demissão de Bebianno surpreendeu, já que o ministro foi homem de confiança de Bolsonaro durante a campanha presidencial. Mais tarde, entre outras trocas no governo, Floriano Peixoto, que assumiu o lugar de Bebianno, por sua vez, foi substituído por Jorge Oliveira.

 

Em abril de 2019, foi a vez de Ricardo Vélez Rodríguez, que ocupava o Ministério da Educação. Veléz Rodriguez foi trocado por Abraham Weintraub, outro que vem sendo cotado para deixar a pasta em 2020, mas está se segurando no apoio do presidente.

 

Outro que também perdeu o cargo neste período de 13 meses do governo foi o então secretário de Governo, Luiz Eduardo Ramos, que foi substituído por Carlos Alberto dos Santos Cruz.