Skip to content
Primary Menu
  • Brasileirão 2026
  • Formula E
  • Santa Bárbara d´Oeste
  • Feiras Livres
  • Brasil / Mundo
  • Região
  • Política
  • Social
  • Auto Motor
  • Saúde
  • Opinião
    • Dennis Moraes
  • TV24HORAS
Light/Dark Button
  • SE INSCREVA EM NOSSO CANAL
  • SPACESS ESTUDIOS
SB24HORAS

SB24HORAS

Notícias na hora certa!

A crise de governança

Redação 6 de dezembro de 2021 4 minutes read

Por Gaudêncio Torquato

 

Crise econômica, com desemprego de 15 milhões de pessoas e um estado de deflação, com dois trimestres de PIB negativo; crise sanitária com milhões de brasileiros mortos e contaminados pela pandemia da Covid 19; crise política, com a gaveta cheia de reformas desviadas e aprovação de orçamentos secretos; crise social com as margens recuando para a base da pirâmide e cenas de desmaios por fome nas filas de postos de saúde; e ameaça de crise hídrica por falta d’água nos reservatórios. Esse é um retrato 3 x 4 do país.

  • SAFE GREEN - CERTIFICADO DIGITAL

A verve de Roberto Campos apontava dois traços característicos da psique de Países em desenvolvimento: a ambivalência e o escapis­mo. É ambivalência querer equacionar o descontrole em con­trolar os controladores. Aprova-se uma PEC dos Precatórios, sabendo-se que o preço político foi alto. Até o PT votou a favor.

É escapismo argumentar que as crises se devem às circunstâncias. Na verdade, as coisas erradas são patrocinadas por um Governo, cuja leniência torna-se cada vez mais patente ante a escalada de desvios e ilegalidades vio­lência que se abatem sobre a sociedade. O espaçoso terreno público se apresenta todo esburacado.

Pergunta de resposta previsível: por que a máquina es­tatal é ineficaz na implementação de suas políticas? Porque o desem­penho dos gestores é movido por interesses alheios ao bem-comum e desprovido dos componentes inerentes à prática da administração pública: planejamento, transparência, probidade, controle e respon­sabilidade.

A improvisação campeia na malha administrativa, a partir do instante em que os comandos das estruturas são reservados a re­presentantes de grupos e partidos. O PP e os outros partidos do Centrão fatiam a máquina administrativa. Cada qual organiza, ao bel prazer, a concepção e a ordem das ações a serem desenvolvidas, solicitando às áreas jurídicas e contábeis que ajustem as contas nos termos da legis­lação.

Dessa forma, orçamentos são engolidos em projetos feitos sob pressão de grupos e em programas superficiais. Se a gestão tem sabor político, é natural que os dirigentes concentrem as decisões, evitando perder força. Explica-se desse modo como o foco político amortece o foco técnico na miríade de pequenas, médias e grandes estruturas dos três entes federativos.

E, para evitar especulações e denúncias, impõe-se rígido sigilo, razão pela qual, mesmo sob a Lei de Responsabilidade Fiscal, os gestores omitem informações e escamoteiam dados. O STF impõe transparência dos autores de emendas parlamentares, mas os dribles são frequentes.  Resultado: entre 30% a 40% dos orçamentos são despendidos em ações inócuas.

O pano de fundo que agasalha os maus gerenciadores é a impuni­dade. Sabendo que, mais cedo ou mais tarde, serão inocentados, arcam com o ônus da improbidade, transferindo-o para a avaliação aos Tribunais de Contas. Calcula-se que cerca de 70% dos 5.570 municípios enfrentam problemas com a Lei de Responsabilidade Fiscal. E assim a cultura personalista toma assento na administração, expandindo a violação de normas, contribuindo para a ausência de parâmetros re­gulatórios fixos e confiáveis e fortalecendo o pretorianismo, a lei do mais forte.

Abre-se, a partir dessa lógica, uma crise de governança e não de go­vernabilidade, como alguns entendem, porquanto o sistema político, a forma de governo e as relações entre os Poderes, mesmo operando em um complexo desenho institucional como o nosso – federalismo, presidencialismo, bicameralismo, representação proporcional, voto majoritário, pluripartidarismo – chegam a esmorecer, mas não matar a democracia.

Em suma, o Brasil está patinando no mesmo lugar. Índice de renovação de lideranças, 2, numa escala até 10. Índice de meritocracia na máquina pública, 3; índice de reforma política, 3; índice de corrupção, 8; índice de responsabilidade e boa gestão, 2; índice de qualidade nos serviços públicos, 4. Cada um que dê a sua nota.

 

Gaudêncio Torquato é jornalista, escritor, professor titular da USP e consultor político Twitter@gaudtorquato

Acesse o blog www.observatoriopolitico.org

  • Facebook
  • Share on X
  • LinkedIn
  • WhatsApp
  • Email
  • Copy Link

About the Author

Redação

Administrator

View All Posts

Post navigation

Previous: Dia Nacional Do Cirurgião Plástico – 7 De Dezembro
Next: Santa Bárbara d´Oeste terá “taxa do lixo”
  • Quem Somos
  • Termos de Uso
  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Expediente

Tags

#SantaBárbaraD'Oeste Americana Bebel Brasil campanha Crianças cuidados cultura DAE Dengue Dennis Moraes desenvolve sbo dicas Economia educação emprego fiscalização informações inscrições LBV Nova Odessa Obras opinião PAT piracicaba prefeitura prevenção Rafael Piovezan SantaBarbaraDOeste Santa Bárbara Santa Bárbara d´Oeste saúde saúde mental SaúdePública SB24Horas SBO sbocity Sustentabilidade Suzano Tivoli Shopping TivoliShopping tratamento Vacinação vagas Vereadores
  • Podóloga Especialista pés Diabéticos
  • Podóloga Especialista pés Diabéticos
  • APOSERV SERVIÇOS PREVIDENCIÁRIOS
  • APOSERV SERVIÇOS PREVIDENCIÁRIOS
  • APOSERV SERVIÇOS PREVIDENCIÁRIOS

Desenvolvido por Dennis Moraes - Portal SB24HORAS

Menu
  • Quem Somos
  • Termos de Uso
  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Expediente