
O prefeito de Barra do Corda, no Maranhão, Rigo Alberto Teles de Sousa, determinou, na quinta-feira (22), o afastamento do secretário municipal de Segurança Pública, Antonio James Mota da Silva, até o término do pleito eleitoral.
Conforme documento oficial, a medida decorre de manifestações atribuídas a James Mota que indicam a possibilidade de detenção e vigilância direcionada a eleitores e simpatizantes do PT.
“Durante o período de afastamento, a administração municipal adotará as providências necessárias à continuidade dos serviços e ao regular funcionamento da Secretaria Municipal de Segurança”, aponta trecho da portaria veiculada no perfil oficial da prefeitura na internet.
James Mota da Silva integra os quadros da Polícia Militar do Estado do Maranhão como sargento e encontra-se à disposição da Prefeitura de Barra do Corda.
De acordo com declarações do próprio ex-gestor, os registros de áudio foram difundidos em um grupo restrito de policiais militares na plataforma de mensagens instantâneas WhatsApp.
Outro lado
Por meio de nota veiculada nos veículos de comunicação maranhenses, o ex-secretário admitiu a autoria das gravações, contudo as definiu como manifestações de natureza político-partidária revestidas de caráter informal e provocativo.
“Reconheço que, nos áudios, utilizei expressões fortes, como ‘ladrões’, no contexto das críticas políticas e das discussões que habitualmente [ocorrem] no grupo”, ponderou o militar.
O governador reeleito do Maranhão (MDB), Carlos Brandão, ordenou paralelamente o afastamento do policial militar.
A medida acompanha a determinação para instauração de inquérito destinado a apurar o teor das declarações do agente.
Na sexta-feira (23), a Federação Brasil da Esperança — composta por PT, PCdoB e PV — apresentou notícia-crime eleitoral à Procuradoria Regional Eleitoral, requerendo apuração criminal prioritária, exames periciais nos arquivos de áudio, depoimento do secretário e providências acautelatórias antes da realização do segundo turno das eleições, marcado para domingo (25).
O Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA) igualmente notificou a Polícia Federal (PF) acerca da propagação das gravações do sargento James Mota nas redes sociais para a deflagração das investigações cabíveis.






