
Levantamento da Onze, em parceria com a Icatu Seguros, ouviu mais de 8,3 mil pessoas e revela dificuldade persistente das famílias para manter o orçamento em dia
A dificuldade para manter as contas em dia deixou de ser uma situação pontual para grande parte dos brasileiros. Uma pesquisa realizada pela Onze, fintech especializada em saúde financeira e previdência privada, em parceria com a Icatu Seguros, aponta que 78% dos entrevistados já deixaram de pagar ou atrasaram alguma conta por falta de dinheiro.
O levantamento ouviu 8.391 pessoas de todo o país, entre os dias 26 de maio e 1º de junho. Entre aqueles que relataram atrasos, 39% afirmaram que a situação aconteceu mais de cinco vezes, indicando que a dificuldade de pagamento vem se tornando recorrente e refletindo uma pressão contínua sobre o orçamento doméstico.
Os dados mostram que o problema vai além de um eventual desequilíbrio financeiro. Para uma parcela significativa da população, o atraso de compromissos financeiros já integra a rotina, aumentando a exposição das famílias ao endividamento e à necessidade de recorrer ao crédito para cobrir despesas básicas.
Comprometimento da renda com dívidas
O cenário identificado pela pesquisa também encontra respaldo em indicadores do Banco Central, segundo os quais as famílias brasileiras comprometem, em média, 29,3% da renda mensal com o pagamento de dívidas.
O percentual evidencia o peso das obrigações financeiras sobre o orçamento das famílias e ajuda a contextualizar a dificuldade encontrada por muitos brasileiros para absorver despesas inesperadas sem comprometer outros pagamentos.
Para Antonio Rocha, CEO e cofundador da Onze, a frequência dos atrasos revela uma vulnerabilidade financeira que exige atenção.
“Quando atrasar contas deixa de ser uma exceção e passa a fazer parte da rotina de grande parte da população, isso sinaliza uma vulnerabilidade financeira estrutural. Sem planejamento e reserva para imprevistos, qualquer oscilação na renda compromete o orçamento e aumenta a dependência do crédito”, afirma.
Pressão financeira exige planejamento
O levantamento reforça a importância do planejamento financeiro e da criação de mecanismos capazes de oferecer maior segurança diante de imprevistos.
Quando uma família não dispõe de margem no orçamento, despesas extraordinárias ou alterações na renda podem provocar uma sequência de atrasos. Com a incidência frequente dessas situações, os juros e encargos associados às dívidas podem ampliar ainda mais a pressão sobre o orçamento.
Os números da pesquisa apontam, portanto, para um desafio que não se limita à organização individual das finanças. A recorrência dos atrasos evidencia o impacto do comprometimento da renda e da dificuldade de muitas famílias em construir uma reserva capaz de absorver situações inesperadas.
Fonte: Onze, em parceria com Icatu Seguros.






