
O DAE (Departamento de Água e Esgoto) de Santa Bárbara d’Oeste implantou uma usina própria para produção de hipoclorito de sódio na Estação de Tratamento de Água (ETA IV), localizada no bairro Souza Queiroz. A nova tecnologia permitirá que o desinfetante utilizado no tratamento da água seja produzido na própria estação, reduzindo custos operacionais, aumentando a segurança do processo e proporcionando maior autonomia à autarquia.
A produção do hipoclorito de sódio ocorre por meio de uma reação eletroquímica realizada no interior de uma célula eletrolítica. Nesse processo, uma corrente elétrica é aplicada a uma solução de salmoura, composta por água e cloreto de sódio (sal). A passagem da corrente elétrica promove reações químicas que geram uma solução de hipoclorito de sódio, utilizada na desinfecção da água destinada ao consumo humano.


O sistema foi dimensionado para produzir o equivalente a 240 quilos de cloro ativo por dia, correspondendo à geração de aproximadamente 28,5 mil litros de solução de hipoclorito de sódio diariamente. A unidade também contará com capacidade para armazenar até 40 mil litros do produto, garantindo maior segurança operacional e continuidade do processo de tratamento.
“Santa Bárbara d’Oeste sempre foi referência quando o assunto é saneamento. Hoje, damos mais um passo importante para manter a excelência de um trabalho que faz com que nossa cidade seja reconhecida por ter uma das melhores águas do Brasil”, enfatizou o prefeito Rafael Piovezan. “Quero parabenizar toda a equipe envolvida nesse projeto e, de maneira especial, a diretora-superintendente Patrícia Marques de Martino, que tem conduzido o DAE com competência, responsabilidade e um olhar voltado para a inovação e a eficiência na gestão pública”, complementou.
O principal benefício da implantação é a significativa redução dos custos com a etapa de desinfecção da água. Atualmente, a ETA IV investe cerca de R$ 116 mil por mês na aquisição de hipoclorito de sódio a 12%. Com a produção própria, o custo mensal de operação da usina incluindo a locação dos equipamentos, o consumo de sal e de energia elétrica será de aproximadamente R$ 80 mil.
A economia direta será de aproximadamente R$ 36 mil por mês, o que representa uma redução de cerca de 31% nos custos com a desinfecção da água. Em um ano de operação, a economia estimada alcançará R$ 432 mil, recursos que poderão ser aplicados na modernização e ampliação dos sistemas de abastecimento de água e de esgotamento sanitário do município.
Além da economia financeira, a nova tecnologia oferece importantes ganhos operacionais. Como o hipoclorito é produzido na própria estação e próximo ao momento de sua utilização, reduz-se a necessidade de transporte e armazenamento de grandes volumes de produtos químicos concentrados, aumentando a segurança dos operadores e minimizando riscos ambientais.
Outro benefício é a maior eficiência do processo de desinfecção, já que o hipoclorito produzido no local apresenta menor degradação ao longo do tempo. O sistema também contribui para reduzir a corrosão de equipamentos e tubulações, diminuir perdas de produto durante o armazenamento e tornar a operação da estação mais eficiente e confiável.






