
O número de casos de dengue caiu 97,8% em Santa Bárbara d’Oeste no primeiro semestre deste ano, em comparação ao mesmo período de 2025. Houve uma redução de 9.641 para 210.
A queda registrada no Município foi 2,1 pontos percentuais superior à observada em toda a área do DRS (Departamento Regional de Saúde) Campinas.
Além disso, Santa Bárbara d’Oeste não registrou nenhuma morte pela doença em 2026. Entre janeiro e junho do ano passado, foram 25 óbitos.
Segundo a Secretaria de Saúde, a redução dos casos de dengue está associada a uma combinação de fatores epidemiológicos, ambientais e operacionais.
“Entre os fatores possíveis, destacam-se a intensa transmissão registrada em 2025, que pode ter reduzido temporariamente a população suscetível ao sorotipo predominante, a dinâmica dos sorotipos circulantes, as variações climáticas e sazonais, possíveis mudanças na densidade vetorial e também a continuidade e intensificação das ações de vigilância e controle do vetor no Município”, explicou o chefe do Departamento de Vigilância em Zoonoses, Luiz Eduardo Chimello de Oliveira.
No Município, foi adotado um conjunto de medidas que podem ter contribuído para essa diminuição, como visitas domiciliares para identificação e eliminação de criadouros, monitoramento entomológico contínuo, lançamento de larvicida com equipamento veicular, utilização de novas tecnologias, como as EDLs (Estações Disseminadoras de Larvicida), e ações de nebulização em áreas com transmissão.
Entre outubro de 2025 e junho deste ano, também foram publicados cerca de 100 conteúdos com orientações para prevenção à dengue ou como forma de prestação de contas pelo Município, em diversos formatos, como releases publicados no site da Prefeitura e enviados à imprensa, posts em redes sociais, como a série Dengue de A a Z, espécie de tira-dúvidas sobre a doença, além de reportagens e entrevistas na Rádio Santa Bárbara FM. Estes conteúdos tiveram cerca de 500 mil visualizações
Apesar da redução, a Secretaria de Saúde alerta que não pode haver relaxamento nas ações de combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika vírus e chikungunya.
Em Santa Bárbara d’Oeste, os principais recipientes onde as equipes encontram larvas de Aedes aegypti são vasos de planta com drenagem inadequada, plantas na água, pratos pingadeiras, baldes, pneus e sucatas. Além disso, as calhas sujas e entupidas desempenham papel importante na proliferação de mosquitos, sendo imprescindível que a população se atente a esses possíveis criadouros e colabore, verificando o quintal ao menos uma vez por semana, para eliminar possíveis focos.
Orientações
A Prefeitura de Santa Bárbara d’Oeste reforça que a participação da população é essencial e incentiva a receber os agentes de controle de endemias, que orientam sobre medidas simples e eficazes para evitar a proliferação do Aedes aegypti. Todas as ações são gratuitas e não há cobrança de taxas para nenhum serviço ou produto utilizado.
As orientações para a população são simples e podem salvar vidas:
- Utilizar tampas e telas para vedar baldes e tambores de armazenamento de água;
- Armazenar objetos em local coberto, ou descartar, de forma adequada, o material que não vai mais utilizar. O Município dispõe de Ecopontos e do serviço de coleta de resíduos regular;
- Limpar as calhas e caixas d’água;
- Não armazenar pneus e garrafas em local descoberto;
- Não deixar plantas na água, utilizando sempre vasos com terra;
- Verificar a drenagem dos vasos de planta, para que não acumulem água;
- Não utilizar pratinhos embaixo dos vasos;
- Evitar bromélias, em centros urbanos, pois elas também servem como criadouro de Aedes aegypti;
- Usar telas nas caixas d’água;
- Instalar telas mosquiteiras em janelas e portas;
- Limpar e fazer o tratamento adequado nas piscinas.
Em caso de sintomas como febre alta, dor de cabeça, dor no fundo dos olhos, manchas vermelhas na pele e dores no corpo, é fundamental procurar a unidade de saúde mais próxima e evitar a automedicação, pois alguns medicamentos podem agravar o quadro clínico.
Vale ressaltar que a pessoa também deve ficar atenta aos sinais de alarme para a dengue que incluem dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, queda abrupta na temperatura do corpo, sangramentos, agitação ou sonolência, choro persistente em crianças, tontura ou desmaio, pele fria e pálida, dificuldade de respirar e diminuição da quantidade de urina. Esses sintomas podem aparecer a partir do terceiro dia da doença e indicar agravamento do quadro. Neste caso, é primordial procurar o serviço de saúde imediatamente.






