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Pacientes que procuraram atendimento no Pronto-Socorro Dr. Afonso Ramos, em Santa Bárbara d’Oeste, na tarde desta terça-feira (16), relataram longos períodos de espera e momentos de lotação na unidade. As reclamações chegaram à redação do SB24Horas por meio de mensagens enviadas por usuários que aguardavam atendimento no local.
Uma das pacientes que entrou em contato com o portal afirmou que encontrou a unidade com grande número de pessoas à espera de atendimento, incluindo idosos, gestantes e crianças. Segundo ela, o cenário gerou revolta entre os usuários, principalmente entre aqueles que relatavam dores e aguardavam há várias horas.
“Estou nesse momento no Hospital Afonso Ramos. Está lotado de gente aqui, idosos, gestantes, crianças. Tenho um problema sério na coluna e vim porque estou travada de dor. As pessoas aqui estão muito revoltadas, mulheres chorando de dor, esperando desde as 15 horas da tarde”, relatou a paciente à reportagem.
Ainda de acordo com a denunciante, alguns pacientes afirmavam estar aguardando atendimento desde o início da tarde. A situação teria provocado reclamações e questionamentos por parte dos usuários que estavam na unidade.
Diante dos relatos recebidos, o SB24Horas procurou a Prefeitura de Santa Bárbara d’Oeste em busca de esclarecimentos sobre a situação registrada no pronto-socorro.
Em nota encaminhada ao portal nesta quarta-feira (17), a Administração Municipal informou que, na terça-feira (16), as equipes de enfermagem e os médicos escalados para o Pronto-Socorro Afonso Ramos estavam completos.
Segundo a Prefeitura, a unidade registrou picos de atendimento em determinados horários ao longo do dia, o que resultou em aumento no tempo de espera, especialmente para pacientes classificados como não graves.
“A unidade sofreu picos de atendimentos em alguns horários do dia, resultando em maior tempo de espera, em especial para os casos classificados como não graves”, informou a Administração Municipal.
A Prefeitura acrescentou ainda que os atendimentos foram realizados dentro da normalidade e de acordo com os protocolos estabelecidos para os serviços de urgência e emergência.
O sistema de classificação de risco utilizado nos prontos-socorros prioriza pacientes em estado mais grave, o que pode ocasionar tempos de espera maiores para casos considerados de menor urgência, sobretudo em períodos de maior procura pelos serviços de saúde.
Apesar da justificativa apresentada pelo Poder Público, os relatos recebidos pelo SB24Horas evidenciam a insatisfação de pacientes que estiveram na unidade durante a tarde de terça-feira e enfrentaram demora para receber atendimento.






