Montagem: Dennis Moraes - IA
Por Dennis Moraes
A sessão da Câmara Municipal de Santa Bárbara d’Oeste que aprovou a chamada taxa do lixo ficará marcada como um daqueles momentos em que parte do Legislativo decidiu simplesmente virar as costas para a população.
Eu estive presente na sessão. Não estou comentando baseado em bastidores ou em versões distorcidas que alguns portais tentam espalhar por aí. Eu estava no plenário, acompanhando cada discurso, cada justificativa e, principalmente, cada voto.
E o que se viu foi algo que merece reflexão.
Alguns vereadores que votaram favoravelmente ao projeto tentaram justificar a decisão dizendo que estavam apenas seguindo uma recomendação da promotoria.
Ora, desde quando vereador foi eleito para apenas seguir recomendação?
A função de um vereador é clara: ler projetos, analisar impactos, questionar, debater e defender o interesse da população. Transferir essa responsabilidade é, na prática, admitir omissão.
O projeto aprovado sequer apresentou de forma clara quanto a população barbarense vai pagar pela nova taxa do lixo. Ou seja: aprovou-se a cobrança, mas o valor que chegará ao bolso do cidadão permanece indefinido.
Mesmo assim, o projeto passou.
E é importante que a população saiba exatamente quem votou a favor dessa nova taxação.
VOTARAM A FAVOR DA TAXA DO LIXO:
ALEX DANTAS
ARNALDO ALVES
CABO DORIGON
CARECA DO ESPORTE
FELIPE CORÁ
GUSTAVO BAGNOLI
JOI FORNASARI
JUCA BORTOLUCCI
LÚCIO DONIZETE
MARCELO CURY
Esses foram os vereadores que decidiram aprovar a criação da nova taxa.
Por outro lado, também é justo registrar quem se posicionou contra a taxação.
VOTARAM CONTRA:
Carlos Fontes
Celso Ávila
Esther Moraes
Isac Sorrillo
Paulo Monaro
Rony Tavares
Tikinho TK
Wilson da Engenharia
Durante a sessão, outro detalhe chamou atenção de quem estava presente no plenário: o comportamento de alguns vereadores diante da população que acompanhava a votação.
Moradores questionavam diretamente:
“Vocês vão mesmo criar mais uma taxa?”
E muitos parlamentares simplesmente evitavam olhar para o público, cabisbaixos, como se soubessem que estavam tomando uma decisão difícil de explicar depois.
Mas talvez o mais curioso seja o movimento que começou logo após a votação.
Alguns portais obscuros da cidade — muitos deles ligados a assessores parlamentares — iniciaram rapidamente uma tentativa de inverter completamente os fatos, tentando sugerir que os vereadores que votaram contra a taxa teriam “prejudicado” a votação.
Isso não é jornalismo.
Isso é militância política disfarçada de notícia.
Quem esteve no plenário sabe exatamente o que aconteceu. Eu vi também a movimentação de bastidores de assessores que mantêm portais de notícias que só publicam matérias favoráveis à Prefeitura.
Jornalismo sério não serve para proteger governo, vereador ou prefeito. Serve para informar a população.
E já que estamos falando de coerência política, vale fazer uma pergunta direta ao vereador LÚCIO DONIZETE, que frequentemente se apresenta como “vereador da família”.
Vereador, fica aqui uma pergunta simples:
Como as famílias barbarenses vão pagar mais essa taxa?
Porque defender a família em discurso é fácil. Difícil é explicar para milhares de pais e mães de Santa Bárbara d’Oeste por que agora terão mais uma cobrança para pagar.
A política tem dessas coisas.
Alguns preferem discursos bonitos.
Outros precisam lidar com as consequências dos próprios votos.
E depois da sessão que aprovou a taxa do lixo, uma coisa ficou clara:
A população estava olhando.
E o eleitor costuma lembrar muito bem de quem ficou ao lado dele — e de quem decidiu colocar mais uma conta no bolso do cidadão.
Dennis Moraes é Comendador outorgado pela Câmara Brasileira de Cultura, Jornalista, Feirante e CEO do Grupo Dennis Moraes de Comunicação. Acesse: dennismoraes.com.br








