(Photo by Malcolm Griffiths/LAT Images)
O português António Félix da Costa conquistou uma vitória marcante neste sábado (21) ao vencer o E-Prix de Madri do Campeonato Mundial de Fórmula E, em uma corrida eletrizante disputada no tradicional circuito de Jarama, na Espanha. O triunfo veio acompanhado de uma dobradinha da Jaguar TCS Racing, com o neozelandês Mitch Evans cruzando a linha de chegada logo atrás do companheiro de equipe após uma disputa intensa nas voltas finais.
A prova entrou para a história da categoria pela emoção e pelas estratégias que marcaram toda a corrida. Com arquibancadas lotadas e presença do rei da Espanha, Felipe VI, o público acompanhou uma disputa imprevisível do início ao fim, com diferentes pilotos assumindo a liderança em momentos distintos graças ao uso estratégico do Attack Mode e da parada obrigatória para recarga rápida, conhecida como PIT BOOST.
Da Costa largou na terceira posição e apostou em uma estratégia agressiva para ganhar terreno. Ao antecipar sua parada nos boxes e administrar bem a energia nas voltas finais, o piloto português conseguiu assumir a liderança na parte decisiva da corrida. A pressão aumentou quando Evans começou a se aproximar após ultrapassar rivais diretos na luta pelo pódio, levando a disputa interna da Jaguar para as últimas curvas.
Mesmo com o ataque do companheiro de equipe, Da Costa manteve a calma e posicionou o carro com precisão nas curvas finais do circuito espanhol, garantindo a vitória por uma margem mínima e consolidando sua segunda conquista na temporada.
O terceiro lugar ficou com o alemão Pascal Wehrlein, piloto da Porsche Formula E Team, que protagonizou uma ultrapassagem decisiva na volta final para superar o britânico Dan Ticktum, da CUPRA Kiro, que terminou na quarta posição após também brigar diretamente pelo pódio.
A corrida também teve momentos de destaque para os brasileiros. O paulista Lucas di Grassi, defendendo a equipe Lola Yamaha ABT, largou na penúltima posição e chegou a assumir a liderança momentaneamente graças a uma estratégia diferente no uso do Attack Mode e da parada para recarga rápida. Apesar do bom desempenho tático, ele terminou a prova na 12ª colocação.
Já o paranaense Felipe Drugovich, da Andretti Formula E Team, protagonizou uma das grandes recuperações da corrida. Partindo da última posição do grid, ele foi o primeiro a ativar o Attack Mode e conseguiu assumir a liderança nas primeiras voltas, surpreendendo o pelotão. No entanto, o ritmo não se sustentou até o final e o brasileiro concluiu a prova em 15º lugar.
Outro momento marcante da corrida aconteceu nas voltas iniciais, quando o holandês Nyck de Vries, da Mahindra Racing, tocou na traseira do carro de Wehrlein em uma curva fechada. O impacto chegou a lançar o carro de De Vries no ar e danificou sua asa dianteira, obrigando o piloto a lidar com as consequências do incidente ao longo da prova, além de receber uma penalidade de tempo.
Com o resultado em Madri, Wehrlein segue na liderança do campeonato de pilotos, enquanto a Jaguar reduz a diferença para a Porsche na disputa entre as equipes e construtores, deixando a temporada ainda mais aberta.
O E-Prix espanhol reforçou mais uma vez o caráter imprevisível da Fórmula E, categoria que vem consolidando sua posição como principal laboratório tecnológico do automobilismo elétrico mundial e um dos campeonatos mais competitivos do esporte a motor.







