Foto: Freepik
Na capital paulista, profissionais de saúde mental têm notado um aumento expressivo na procura por clínica de reabilitação para alcoólatras em SP. A vida urbana intensa, a competitividade profissional e o estresse constante têm levado muitas pessoas a recorrer ao álcool como forma de relaxamento. Com a pandemia de COVID-19, o uso abusivo de bebidas se intensificou, e as consequências começaram a aparecer em consultórios e hospitais. Especialistas apontam que as internações por complicações de alcoolismo cresceram nos últimos anos, refletindo um problema silencioso que finalmente está sendo discutido.
Conforme notícia do Ministério da Saúde, entre os atendimentos por transtornos mentais relacionados ao uso de substâncias no SUS, o uso abusivo do álcool foi o motivo mais recorrente, chegando a 159,6 mil em todos os níveis de atenção no ano passado e 125 mil em 2020.
Segundo profissionais de uma clínica de reabilitação para alcoólatras em SP, a maioria dos pacientes chega em estágios avançados da dependência. “Muitos tentam parar sozinhos várias vezes, mas sem o suporte adequado acabam recaindo”, explica a diretora clínica. Ela relata que a conscientização sobre a natureza crônica do alcoolismo ainda é baixa e que isso retarda a busca por ajuda. Para ela, é fundamental que médicos de família, empresas e escolas consigam identificar sinais precoces e encaminhar os indivíduos a tratamento.
A cultura do consumo de bebidas alcoólicas em São Paulo apresenta desafios adicionais. Happy hours, festas empresariais e a vasta oferta de bares e restaurantes tornam difícil para a pessoa em recuperação evitar tentações. Além disso, fatores socioeconômicos como desemprego, violência e falta de perspectivas podem incentivar o uso de álcool como fuga. Especialistas defendem políticas públicas que restrinjam a publicidade de bebidas, regulamentem o acesso e promovam programas de prevenção nas escolas e no ambiente corporativo.
A crescente procura por clínica de reabilitação para alcoólatras em SP também evidencia a necessidade de ampliar a rede de atendimento público. Profissionais de saúde recomendam a expansão dos CAPSs, a integração com unidades básicas de saúde e o fortalecimento de parcerias com organizações não governamentais. Investir em capacitação profissional e garantir acesso rápido ao tratamento são medidas fundamentais para evitar que a dependência avance a ponto de exigir internações longas.
Os especialistas ressaltam que, embora a demanda por tratamento tenha aumentado, este também é um sinal positivo: mais pessoas estão reconhecendo a dependência como um problema de saúde e buscando ajuda. Para que esse movimento ganhe força, é preciso que a sociedade repense sua relação com o álcool e valorize iniciativas que promovam bem-estar emocional, espiritual e social. Ao criar ambientes acolhedores e oferecer suporte adequado, é possível transformar a realidade de milhares de pessoas que hoje enfrentam o alcoolismo em silêncio.


