Imagem gerada por IA
Por Dennis Moraes
É curioso — e ao mesmo tempo perturbador — perceber como, em determinadas situações da vida, algumas pessoas não estão interessadas em diálogo, em solução ou em qualquer tipo de entendimento minimamente humano. O objetivo não é resolver. É ferir. É humilhar. É exercer poder sobre o outro, ainda que esse poder seja frágil, movido por ego, vingança ou ressentimento.
Vivemos tempos em que a ética virou um detalhe opcional. Em que ouvir o outro, compreender limites e respeitar acordos deixou de ser virtude para se tornar fraqueza. Há situações em que a pessoa se coloca disponível, demonstra disposição para conversar, sinaliza caminhos possíveis, mostra responsabilidade. Ainda assim, do outro lado, não há escuta. Há apenas a vontade de expor, constranger e ver o outro em dificuldade.
O mais triste é perceber que, para alguns, o sofrimento alheio funciona quase como entretenimento. Existe um prazer silencioso — e às vezes escancarado — em assistir alguém ser pressionado, diminuído ou colocado em situações desconfortáveis. Não por justiça. Não por correção. Mas por vaidade, comparação e necessidade de afirmação.
Talvez isso aconteça porque incomoda quando alguém se destaca. Quando alguém constrói respeito, credibilidade, trajetória intelectual e profissional sem precisar pisar nos outros. Para certas pessoas, é mais fácil tentar quebrar quem está em pé do que levantar a si mesmo. E, quando não conseguem competir no mérito, recorrem à humilhação.
Mas há algo que o tempo insiste em provar: esse tipo de atitude nunca encerra uma história. Ela apenas revela o caráter de quem a pratica. Quem vive tentando ferir o outro acaba prisioneiro da própria amargura. Quem insiste em agir com ética, mesmo sob pressão, pode até tropeçar — mas não cai de vez.
A vida ensina, repetidas vezes, que cair faz parte. Levantar é escolha. E há pessoas que transformam cada tentativa de ataque em combustível para seguir adiante, mais fortes, mais atentos e mais conscientes de quem são.
No fim, não vence quem tenta destruir. Vence quem resiste sem perder a dignidade. Quem não se iguala ao jogo sujo. Quem entende que caráter não se negocia — nem mesmo nos momentos mais difíceis.
E se, ao longo do caminho, surgirem novas tentativas de ferir, que venham. Não será a primeira vez. E, certamente, não será a última.
Dennis Moraes é Comendador outorgado pela Câmara Brasileira de Cultura, Jornalista, Feirante e CEO do Grupo Dennis Moraes de Comunicação. Acesse: dennismoraes.com.br





