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O fomento e os desafios do uso do etanol no território brasileiro

Dennis Moraes 29 de novembro de 2022 3 minutes read
J.A.Puppio
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Por J.A.Puppio

  • SAFE GREEN - CERTIFICADO DIGITAL

Muito se fala em sustentabilidade, na utilização de recursos limpos e renováveis, na preservação do meio ambiente. Pouco se faz, ainda, para que essas e outras atitudes sejam, de fato, aplicadas no cotidiano das pessoas. Aliás, o incentivo às práticas de consumo consciente deve-se “começar do começo”, ou seja, com leis específicas que visam implementar medidas para mudança de hábitos de consumo.

 

O carro à álcool surgiu de uma crise, a chamada Crise do Petróleo de 1973. O Brasil foi impactado da mesma forma que os grandes mercados internacionais, porém, para resolver esse entrave, o país criou um combustível alternativo.

 

Em 1951, no ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), o professor e engenheiro Urbano Ernesto Stumpf deu início às pesquisas que culminaram no desenvolvimento do motor a álcool. Posteriormente, apresentou ao governo a tecnologia que permitiu aos automóveis rodarem com o álcool hidratado – o popular etanol.

 

Dessa forma, em novembro de 1975, foi criado no Brasil o Programa Nacional do Álcool (Proálcool), criado por decreto governamental. Tal programa contribuiu para impulsionar a produção de bioenergia no país, conferindo uma das maiores realizações baseadas em ciência e tecnologia com selo 100% brasileiro.

 

Encostando nos anos 80 – mais precisamente em julho de 1979 – uma indústria automobilística lançou no mercado nacional o primeiro carro movido a álcool combustível. O Fiat 147 foi fabricado comercialmente com motor preparado para receber o combustível à base de cana-de-açúcar.

 

O Brasil é o segundo maior produtor mundial de etanol do mundo, perdendo apenas para os Estados Unidos. O país poderia ser protagonista do uso do etanol, a fim de diminuir as emissões de gás carbônico (CO2). No entanto, essa cultura não vem sendo adotada, mesmo com a oferta do produto nas bombas, em tempos que às ações em prol da sustentabilidade deveriam ser palco das atenções em nível global.

 

Tanto o Brasil como os Estados Unidos se diferenciam em relação a muitos países por suas extensas áreas agricultáveis, facilitando o cultivo de cana-de-açúcar ou milho para a produção de combustível. Eis o fato que justifica a disseminação do uso do etanol no país. Porém, as estratégias das montadoras automobilísticas estão mais voltadas à eletrificação das frotas – tática a qual atende os principais mercados da Europa no quesito sustentabilidade.

 

No entanto, uma nova gasolina também vem para competir. Feita de CO2 captado da atmosfera, o resultado é um combustível limpo e renovável, e vem sendo a grande aposta de algumas empresas, como a Porsche, que está construindo uma fábrica desse tipo de combustível no Chile.

 

O questionamento, contudo, fica em torno do porquê não usar o etanol? Além de exigir adaptações nos motores, esse tipo de combustível é popular apenas no Brasil. Em tempos atuais, a indústria automobilística já tem a sustentabilidade conceituada, com projetos sólidos de renovação e substituição nas frotas por veículos menos poluentes e de zero emissão. No entanto, às culturas regionais devem se conscientizar em consumir uma energia limpa, pois tem a oferta, mas não se tem consciência.

 

J.A.Puppio é empresário, diretor-presidente da Air Safety e autor do livro “Impossível é o que não se tentou”.

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Dennis Moraes

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Jornalista, Hoster do Iron Podcast e CEO do Grupo Dennis Moraes de Comunicação

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** Os textos trazidos nessa coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal SB24Horas
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