Em nota publicada nas redes sociais, o Sindicato dos Médicos de Rio Preto e Região sugere que pacientes que estão no inicio de sintomas sugestivos de COVID-19, procurem atendimento precoce para que possam receber o tratamento adequado e evitar agravamento ou internação em hospitais já saturados.

Segue a nota:
Nós do Sindicato dos Médicos de São José do Rio Preto e Região estamos muito preocupados com o rumo que a pandemia está tomando. Nos últimos meses estamos vivenciando uma crescente no número de casos e de óbitos por diversos fatores. Após um ano dessa situação o que se observa é que os gestores públicos ainda não conseguiram implementar medidas efetivas de controles do vírus, seja por dificuldade em convencer parcela da população ou por sua inépcia em administrar os recursos disponibilizados, para que o SUS seja amplificado e aperfeiçoado permanentemente, não apenas em momentos de crise. Enfatizamos que deve-se reconhecer e mapear por onde o vírus circula com mais intensidade e atuar nesse locais com mais veemência, fiscalizando e punindo quem insiste em disseminar a doença. Como em festas clandestinas, bares escondidos e alguns estabelecimentos comerciais onde não se respeita as medidas sanitárias consagradas como, uso de máscaras, álcool gel e distanciamento social. Não se deve “punir” o todo pela parte. Escolas, academias e comerciantes que respeitam as normas devem funcionar mantendo seus ambientes controlados, para que sejam minimizados os impactos sócio-educacionais e não agravar mais ainda a situação a posteriori, pois é notório que não se pode dissociar saúde de economia. Por fim, esperamos que os leitos criados, sejam de UTI ou enfermaria, continuem a disposição da população mesmo após o fim deste período critico, pois como médicos sabemos que o SUS já vinha sofrendo a bastante tempo com esta carência além de sucateamento das estruturas já existentes devidos os parcos recursos enviados pelos gestores nas diversas esferas públicas.Para que possamos tentar evitar o colapso, também sugerimos que além das medidas restritivas racionais e sanitárias ja descritas, que os pacientes sejam orientados a procurar atendimento precoce no inicio de sintomas sugestivos de COVID-19, para que possam receber tratamento adequado o mais breve possível e assim tenham a possibilidade de evitar agravamento ou internação nos hospitais já saturados.Esta luta é de todos, respeitem a autonomia do médico para que nós possamos prover o melhor tratamento disponível, isso é ter empatia, tão necessária nos dias atuais.Dr. Fernando DinizPresidente do Sindicato dos Médios de São José do Rio Preto e RegiãoDr. Fernando Diniz – Endocrinoinfantil
Nós do Sindicato dos Médicos de São José do Rio Preto e Região estamos muito preocupados com o rumo que a pandemia está…
Publicado por Sindicato dos Médicos de Rio Preto e Região em Terça-feira, 16 de março de 2021
A grande polêmica e confusão que muitos pacientes fazem é sobre a diferença de tratamento precoce com atendimento precoce. O novo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciado pelo presidente Jair Bolsonaro na última segunda-feira (15), admitiu ao entrar no ministério que apoia o tratamento precoce contra a covid-19. Em sua primeira entrevista como ministro, Queiroga disse à CNN que o tema trata de uma questão médica.
“O que é tratamento precoce? No caso da Covid-19, a gente não tem um tratamento específico. Existem determinadas medicações que são usadas, cuja evidência científica não está comprovada, mas, mesmo assim, médicos têm autonomia para prescrever”, afirmou o ministro sobre o tratamento precoce.
Em recente pronunciamento, o senador Eduardo Girão (Podemos-CE) defendeu o tratamento precoce contra a covid-19, mas alertou contra a automedicação, afirmando que a pessoa que contrair a doença deve sempre consultar um médico. Ele disse que há meses usa a ivermectina, e que esse medicamento também foi ministrado ao seu pai.
A Comissão Temporária da Covid-19 no Senado irá realizar de audiência pública para discutir os protocolos médicos utilizados no tratamento da covid-19. O Conselho Federal de Medicina (CFM) será convidado a participar do debate. A audiência foi solicitada pelo relator da comissão, senador Wellington Fagundes (PL-MT). Ele manifestou preocupação com o chamado “tratamento precoce“, que envolve medicamentos como cloroquina e ivermectina — que não têm comprovação científica quanto à eficácia no tratamento contra a covid e cujo uso indiscriminado vem sendo criticado por especialistas.






