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Como será o carro no futuro?

Redação 17 de abril de 2020 4 minutes read

Avanços tecnológicos, como inteligência artificial e biometria, vão fazer os carros que você conhece hoje serem irreconhecíveis em alguns anos

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Um automóvel composto por apenas três rodas, criado em 1885, pelo engenheiro alemão Karl Benz, foi o primeiro meio de transporte motorizado a gasolina. A partir de então, houve a corrida pela produção e vendas de carros na Europa.

 

Nos Estados Unidos, Henry Ford fabricou o seu veículo inicial em 1892. Na América Latina, o desenvolvimento de automóveis só ocorreu após o fim da Segunda Guerra Mundial.

 

No Brasil, o avanço do setor ocorreu, mais evidentemente, no governo de Juscelino Kubistchek, em meados da década de 1950, quando empresas multinacionais começaram a produzir automóveis no país.

 

A partir de então, os veículos passaram por inúmeras mudanças, desde a criação do radiador, criado para impedir que o excessivo aquecimento do motor devido à combustão, até modelos mais econômicos e diferentes designs.

 

Alguns avanços tecnológicos que já se desenham hoje farão o seu carro se tornar irreconhecível daqui a alguns anos, desde os modelos autônomos até aqueles que contam com os recursos de realidade aumentada.

Carros autônomos

Uma das grandes novidades do momento, os carros sem motorista já começam a ser projetados por diferentes montadoras e empresas de alta tecnologia em todo o mundo.

 

Esses modelos possuem sensores, câmeras e radares que funcionam como olhos do veículo, detectando fatores como semáforos, pedestres, relevos e obstáculos. Uma das vantagens prometidas pelas empresas que o desenvolvem é uma visão 360 graus, o que aumentaria a segurança desses veículos.

 

Os dados recebimentos por esses equipamentos são enviados a uma unidade de controle, que é responsável por transformar essas informações em ações como a supervisão da aceleração ou da frenagem, além da direção do veículo.

 

Ainda são precisos mais avanços tecnológicos para ter esse modelo trafegando nas ruas. Contudo, hoje já existem modelos que realizam balizas autonomamente.

Biometria

Esse recurso já é usado há um tempo em dispositivos móveis como o celular e já começa a ter maior inserção em microcomputadores, mas ainda não emplacou nos automóveis.

 

As poucas opções de biometria disponíveis em carros hoje incluem kits que prescindem da impressão digital para liberar a partida do veículo. A expectativa é que, no futuro, haja outras possibilidades além do ligar e desligar.

 

Uma das projeções é a existência de um eletroencefalograma no encosto da cabeça para identificar quem dirige e emitir alertas, se não for um dos motoristas registrados. Outra alternativa será a existência de sensores em cintos de segurança, capazes de verificar os batimentos cardíacos do condutor e fornecer um relatório às autoridades em casos de acidente.

Realidade aumentada

Conhecida pelos amantes de games, esse recurso é definido como a integração de elementos/informações visuais e reais com sensores, como o giroscópio, por meio de uma câmera. Existem modelos vendidos hoje que já permitem a reprodução de informações no para-brisa.

 

No futuro, espera-se que mapas, detalhamento das condições do veículo e informações sobre o trânsito tenham a sua exibição passada de um pequeno display, como smartphones, para os vidros do carro.

Impressora 3D

As impressoras 3D devem se tornar a próxima grande sacada da indústria automobilística nos próximos anos, unindo uma produção eficiente de veículos à redução nos custos de fabricação. Em 2019, foram vendidos os primeiros carros construídos por essas máquinas.

 

Uma das vantagens apresentadas por essa tecnologia é a redução do número de peças necessárias para montar o automóvel — de dois mil para apenas 57 componentes plásticos. Elementos como motor, vidros, assentos e pneus seguem sendo fabricados da forma como são feitos hoje. Outro aspecto positivo é o peso de 450 quilos, mais leve que os modelos tradicionais.

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