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Número de doações de órgãos aumenta, mas não diminui a fila

Redação 21 de setembro de 2017 3 minutes read
  • Contém Suzano - YouTube

Médico fala sobre a importância desse ato e como você deve proceder caso queira ser doador no Brasil

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Segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde em 2016, o Brasil tem hoje o maior sistema público de transplantes do mundo, mas isso não quer dizer que as doações sejam suficientes zerar a fila de espera existente. Foram registrados no mesmo ano 2.983 doadores efetivos, um número 5% maior do que em 2015.

 

Para o Dr. Aier Adriano Costa, coordenador da equipe médica do Docway, um dos maiores problemas enfrentados pela Central de Transplantes é em relação a aceitação dos familiares. “Apesar do aumento no número de doações, não estamos nem perto do ideal. A maior dificuldade encontrada está justamente no fato de fazer com que a família perceba a importância de doar os orgãos de um parente querido. Esse quadro vai melhorar a partir do momento que tivermos uma onda de conscientização referente ao tema. Só a informação acabará com alguns tabus e mitos”, comenta o especialista.

 

O processo de doação de órgãos é complexo e exige uma corrida contra o tempo. “Começa com o diagnóstico de morte encefálica de um potencial doador e termina na recuperação do paciente que recebeu um novo órgão. Quando a família opta pela doação, é preciso agir rápido, para que os órgãos doados possam ser encaminhados aos pacientes da fila”, detalha Costa.

 

Após o diagnóstico de morte encefálica e a autorização da família, é feito um questionário para que os médicos possam identificar os hábitos do doador e possíveis doenças ou infecções que possam atrapalhar o transplantes. Se o doador estiver em condições, aí sim são retirados os órgãos que serão doados.  O médico explica que podem ser retirados diversos órgãos para doação, os mais comuns são coração, pulmões, fígado, pâncreas, intestino, rins, córnea, vasos, pele, ossos e tendões. “Inúmeros pacientes podem ser beneficiados com os órgãos de apenas um doador. É um processo delicado e que requer força da família e rapidez da equipe médica”, comenta.

 

Para completar, o Dr. Aier Adriano Costa lembra que qualquer pessoa pode ser doadora. “Por esse motivo, é importante ter uma conversa franca com os familiares, expondo a vontade, já que eles são os responsáveis pela liberação da doação. Se você é doador, comunique sua família sobre essa vontade, esse ato de conscientização facilita a doação de órgãos e pode salvar várias vidas”.

 

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