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60% das micro e pequenas indústrias ainda sofrem forte impacto da crise nos negócios

Apesar dos indicadores negativos, expectativa para 2021 é positiva
Em nove meses de pandemia do novo coronavírus, os efeitos desencadeados na economia afetaram quase todos os setores do comércio, indústria e serviços. Para 60% das micro e pequenas indústrias, a situação nos negócios ainda é grave e não é possível prever quando a economia vai se recuperar. Outras 34% acreditam que a crise está mais branda e a retomada deve acontecer nos próximos meses. Apenas 4% estão totalmente recuperadas. Os dados são do 17º Boletim de Tendências das Micro e Pequenas Indústrias do Estado de São Paulo, realizado pela Datafolha, a pedido do Sindicato das Micro e Pequenas Indústrias do Estado de São Paulo (Simpi).

Para o presidente do Simpi, Joseph Couri, o maior entrave é a quebra na cadeia produtiva, que resulta principalmente em desabastecimento, aumento de preços e demissões. “A falta de linhas de crédito que dificulta a recuperação das empresas e o fim do auxílio emergencial podem provocar um novo colapso na economia”, avalia. De acordo com a pesquisa, 32% das micro e pequenas indústrias tiveram pedido negado para crédito emergencial com garantia do governo. E 77% não têm acesso a nenhuma linha de crédito desde o início da pandemia.

 

Saga da matéria prima

Problemas com relação à obtenção de matéria prima seguem numa crescente piora na percepção das micro e pequenas indústrias entrevistadas: alta de preços (93%), escassez (78%), atrasos na entrega (73%), queda na qualidade (31%).

Expectativa para 2021

Apesar do cenário ainda ruim, 48% das micro e pequenas indústrias estão otimistas para o próximo ano e acreditam que será ótimo ou bom. Outras 8% continuam pessimistas e esperam um ano ruim ou péssimo.

 

Boletim de Tendências

A cada 15 dias, o Datafolha, a pedido do Simpi, realiza o boletim de Tendências das Micro e Pequenas Indústrias do Estado de São Paulo, trazendo um panorama da categoria econômica durante a pandemia do novo coronavírus. A coleta de dados ocorreu entre os dias 7 a 15 de dezembro de 2020.