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Unesp terá Núcleo do programa Idiomas Sem Fronteiras


Objetivo é aplicar testes de proficiência e oferecer cursos de línguas

A Unesp terá Núcleo de Língua Inglesa (NucLi) do programa Idiomas sem Fronteiras (IsF) do Governo Federal. A medida foi anunciada por Denise Abreu e Lima, Assessora da Secretaria de Ensino Superior (SESu) do Ministério da Educação, durante a reunião do Núcleo de Ensino de Línguas e Formação de Professores, realizada nesta segunda-feira (24/08), em São Paulo. O projeto piloto inclui ainda USP e Unicamp, fazendo com que as universidades estaduais paulistas sejam as primeiras instituições não federais a receber unidades deste tipo.

Inicialmente, o local aplicará de forma regular o teste de proficiência em inglês Toefl-ITP e também oferecerá cursos de língua inglesa em diferentes níveis, mas futuramente haverá aulas e emissão de certificados para espanhol, alemão, francês, italiano, japonês e mandarim, além de português para estrangeiros e a aplicação do celpe-bras, que é o certificado de conhecimento em língua portuguesa. Os exames poderão ser feitos de graça por alunos da instituição e podem ser requisitados pelos demais interessados mediante pagamento.

Na parceria, a Unesp dará as condições para instalação do Núcleo e o administrará, enquanto a SESu custeia a unidade, incluindo o pagamento de bolsas. Os professores bolsistas devem ser alunos de graduação ou pós da Unesp com nível de proficiência “C1” que corresponde ao domínio avançado. Eles receberão pagamentos mensais de R$ 1.500, valor equivalente à bolsa de mestrado da Capes, por 20 horas semanais de dedicação, independentemente da escolaridade, desde que o selecionado tenha obrigatoriamente formação em licenciatura da língua em que dará aula ou esteja cursando.

A pró-reitora de Extensão Universitária da Unesp Mariângela Fujita demonstrou entusiasmo com a iniciativa e ressaltou que o momento de contenção de despesas vivido hoje pela Universidade e por muitas instituições no país não será um entrave. “Nosso aporte de recursos não é muito, mas será muito bem gerido, sobretudo porque contaremos com a experiência e a parceria dos cursos de Letras da Universidade.”

“Esse anúncio é em grande parte resultado de um esforço realizado pela Unesp junto ao MEC porque vemos nisso uma estratégia importante para nossa internacionalização”, afirmou José Celso Freire Júnior, assessor-chefe da Arex (Assessoria de Relações Externas da Unesp). Segundo ele, a medida concretiza a implantação de um sistema de idiomas em toda a Unesp.

Idiomas sem Fronteiras
O programa Ciência sem Fronteiras foi uma mola propulsora da internacionalização no Brasil porque, segundo Denise Lima, deu oportunidades extraordinárias às universidades que já tinham assessorias de relações internacionais estruturadas e forçou as demais instituições a criar um setor com essa finalidade. “Mas quando o programa mirou na internacionalização, acertou no ensino de línguas, que é um grande entrave para a ampliação do projeto”, explicou. “O IsF vai pela estabelecer a primeira política linguística do país.”

Com a criação do CsF, o MEC percebeu que havia poucos pontos de aplicação de exames de proficiência no país, conforme relato de Lima. O custo para tirar esse tipo de certificado varia entre R$ 300 e R$ 500, o que, também segundo a gestora, deixaria alunos mais pobres em desvantagem ao competir por uma vaga do Ciência sem Fronteiras, o que levou o MEC a criar uma política pública nesse sentido, afirma.

Ela explica que para o inglês, o Toerfl ITP foi definido como padrão por ser um parâmetro reconhecido internacionalmente, o que permitirá ao país conhecer o nível de domínio do inglês de sua população e fazer no futuro uma série histórica. “Também escolhemos a modalidade ITP porque ela é uma versão de papel, o que facilita a aplicação em diferentes regiões do país”, ressalta.

Para a assessora do MEC, o programa é multiculturalista, não prioriza uma única variante de um idioma, foi pensado para o ambiente científico e acadêmico e tem como marca o protagonismo brasileiro. “A medida está recebendo elogios em todo o mundo por sua estratégia que prevê uma parceria em que ao mesmo tempo em que fazemos um esforço para divulgar uma língua estrangeira teremos uma contrapartida no exterior para o ensino do português falado no Brasil”, disse.

O IsF já estabeleceu parcerias com a Embaixada Norte-Americana e o Programa “Mais Unidos”, que fomenta a cooperação internacional com os EUA (o país oferece quase 60% das vagas do programa Ciência sem Fronteiras); com as embaixadas da França e da Itália, com o Instituto Confúcio, que divulga a cultura chinesa; com a Comunidade Francófona da Bélgica; com o DAAD, o serviço de intercâmbio acadêmico da Alemanha e com o Ministério da Educação da Argentina e seu serviço de certificação de Espanhol como Língua Segunda e Estrangeira (ELSE).

As negociações ainda estão abertas com a Agência Universitária da Francofonia, o instituto Languages Canadá; com as embaixadas britânica e da Nova Zelândia; com a Fundação Japão; e com o Instituto Caro y Cuervo, da Colômbia. “Para assinar a parceria é necessário aceitar nossas condições de que haja uma contrapartida para divulgação da cultura brasileira e da nossa língua. É um ponto do qual não abrimos mão.”

Centros de línguas
Na primeira edição do IsF, a Unesp teve cerca de 5 mil alunos prestando o Toefl, e a exemplo da média nacional, muito poucos estudantes de graduação e pós atingiram o nível mais alto de proficiência. Por isso o NucLi oferecerá cursos gratuitos, regulares, intensivos e de imersão, inicialmente de inglês e futuramente nos demais idiomas que compõem o projeto.

Simone Sarmento, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) coordenou a implantação do NucLi naquela instituição e afirma que a experiência piloto já permite apontar algumas mudanças, como, por exemplo, impedir que um estudante que se inscreveu e perdeu um exame possa se candidatar mais de duas vezes. “Também percebemos que apenas 10% dos estudantes que prestam o teste têm interesse em fazer as aulas. Sobram vagas.” Segundo a professora, com mais divulgação, nas próximas edições haverá mais concorrência para fazer os cursos e os testes, diminuindo a evasão.

Também serão oferecidas aulas para os alunos que passarem nos testes nos temas de escrita acadêmica em inglês, como fazer uma apresentação no idioma escolhido e sobre a cultura e história do país para onde o estudante deseja fazer intercâmbio. “Por isso é fundamental a cooperação com os países e com os órgãos de divulgação cultural dessas nações no exterior”, afirma Lima.

Os Centros de Língua da Unesp, que funcionam nos câmpus onde há curso de Letras (nas cidades de Araraquara, Assis e São José do Rio Preto) também terão um papel multiplicador, assim como o Núcleo de Educação a Distância da Unesp (Nead), que auxiliará na formatação de conteúdos e treinamento de tutores. “Tudo isso será articulado de modo central pela Arex, que estabeleceu um programa de ensino de línguas para a Universidade e tem uma equipe comprometida com essa meta”, afirmou Regiani Zacarias, professora da Unesp em Assis e organizadora do evento.

Saiba mais sobre o programa Idioma sem Fronteiras no site
http://isf.mec.gov.br/

Cínthia Leone
Fonte: Unesp
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