Renegociações via Central de Recuperação de Crédito crescem 40,5% no primeiro trimestre

Montante de dívidas recebidas mais que dobrou em comparação ao mesmo período no ano passado

A Central de Recuperação de Crédito da ACIA (Associação Comercial e Industrial de Americana) registrou crescimento de 40,5% no montante de dívidas recebidas em comparação com o primeiro trimestre do ano passado. Nos meses de janeiro, fevereiro e março o departamento especializado em cobranças e renegociações realizou 1.130 acordos, ante 804 no mesmo período de 2017.

O crescimento no número de acordos refletiu diretamente no dinheiro que voltou ao caixa dos lojistas. O montante mais que dobrou em relação ao ano passado. No primeiro trimestre de 2017 foram renegociados R$ 140.956, enquanto neste ano foram pagos pelos consumidores inadimplentes R$ 221.251, um crescimento de 56,9%.

De acordo com o presidente da entidade, Dimas Zulian, o crescimento dos números mostram a tendência de consumo do mercado e a volta do consumidor às compras. “Nossa Central lida diariamente com diversos tipos e perfis de consumidores e temos observado a tendência de crescimento nas vendas desde meados do ano passado. Ao quitar a dívida, esse consumidor volta ao mercado e fazendo girar nossa economia”, finalizou.

Mais informações sobre a campanha “Dívida sem Dúvidas” podem ser consultadas na própria CRC da ACIA, no telefone: 3471-3899.

Inadimplência volta a crescer com o fim do AR

A inadimplência voltou a crescer com o fim da obrigatoriedade da lei do Aviso de Recebimento, quando as empresas só podiam negativar o nome do consumidor caso o mesmo assinasse o termo no momento do recebimento da carta de cobrança. Com a alteração, agora os nomes podem ser negativados direto no sistema, o que contribuiu com um crescimento de 57,8% em comparação ao primeiro trimestre do ano passado.

Entre janeiro e março de 2017, foram incluídos no sistema 4.563 consumidores, já neste ano no mesmo período o número saltou para 7.202. “O custo do AR inviabilizava uma série de situações ao lojista e por esse motivo as estatísticas caíram, o que não refletia corretamente a inadimplência, já que muitos devedores não constavam no sistema. A tendência, agora, é de os números serem mais próximos da realidade”, explicou Zulian.

 

ACIA

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