Ex-corregedor defende que Wyllys feriu decoro ao cuspir em direção de Bolsonaro


O deputado Carlos Manato (SD-ES) afirmou, há pouco, que o deputado Jean Wyllys (Psol-RJ) feriu o decoro parlamentar ao cuspir na direção do deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) e defendeu, como sanção, a suspensão do parlamentar de um mês a seis meses. Ex-corregedor da Câmara, Manato foi ouvido no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar como testemunha da Representação 11/16, contra Wyllys. A oitava foi sugestão do relator da matéria, deputado Ricardo Izar (PP-SP).

A representação contra Wyllys foi apresentada pela Mesa Diretora da Câmara, após ser relatada pelo ex-corregedor. Segundo o relatório de Manato, em sua defesa, Wyllys assumiu ter cuspido na direção de Bolsonaro e justificou o comportamento como reação às provocações e xingamentos que teriam partido do parlamentar. O episódio ocorreu em 17 de abril, no Plenário da Câmara, durante a votação da admissibilidade do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.

Porém, para Manato, a justificativa não elimina o caráter reprovável do comportamento, que, na sua visão, seria incompatível com o decoro parlamentar. “Os fatos denunciados consubstanciam condutas que ofendem os princípios da moralidade, desmerecem o mandato parlamentar e maculam a imagem do Poder Legislativo”, disse o ex-corregedor, no relatório. Manato disse que presenciou os acontecimentos, mas sem detalhes, que teriam sido captados por ele ao assistir às imagens posteriormente.

Questionado pelo advogado do representado, Cesar Brito, Manato admitiu que houve “reação” do filho de Jair Bolsonaro, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSC-SP), ao cuspe de Wyllys. Eduardo teria cuspido de volta, mas, segundo Manato, a Corregedoria Parlamentar não foi acionada contra este deputado. O ex-corregedor também afirmou que tem conhecimento de diversas desavenças prévias entre Wyllys e Jair Bolsonaro e que a relação entre eles não é amistosa.

Ainda nesta manhã será ouvido o deputado Glauber Braga (Psol-RJ), a pedido da defesa de Jean Wyllys. O deputado Afonso Florence (PT-BA), também arrolado como testemunha da defesa, não pode comparecer e sua oitava será remarcada.

A reunião ocorre no plenário 11.

 

Agência Câmara Notícias

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