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Estresse materno pode afetar bebê ainda no útero

Foto: Wavebreak Media Ltd./Corbis

A gestação é cercada de grandes mudanças e as futuras mamães precisam ficar atentas para evitar o acúmulo de estresse durante este período. Isso porque, o nervosismo pode ser um inimigo poderoso. É fundamental pegar leve no trabalho, na alimentação e rotina. “Antigamente acreditava-se que o bebê, ainda na barriga, vivia num mundo isolado, sem barulho e sem interferência do ambiente fora do útero da mãe. Mas, depois de estudos e imagens de ultrassom, podemos observar o feto e saber que ele sente, ouve e se movimenta, por exemplo. O diálogo entre a mãe e o bebê começa muito antes dele nascer, por isso é fundamental a mulher ter uma gestação tranquila”, orienta a psicóloga da linha de cuidados mãe-bebê, do Hospital Nossa Senhora de Conceição (RS), Eliana Bernner.

O estresse de uma mãe pode afetar seu bebê ainda no útero, produzindo efeitos a longo prazo na vida da criança, sugerem pesquisadores alemães. “É impossível durante quarenta semanas a mulher não se estressar, o que deve ser evitado é o extremo, ficar sob tensão intensa, por exemplo, conviver com um parceiro violento. O estresse provoca alterações biológicas em um receptor de hormônios e o bebê sente essa mudança, ele consegue ouvir os batimentos e inquietação da mãe”, explica.

Segundo a especialista, as alterações sofridas pelo feto durante a gestação podem fazer com que a própria criança seja menos capaz de lidar com o estresse mais tarde. “Essas alterações foram associadas, por exemplo, a problemas de comportamento, ansiedade, até mesmo doenças mentais. Entretanto, a maioria das mulheres grávidas não estão expostas a graus tão elevados de estresse e nem em períodos tão longos”, observa.

É muito importante a mãe se preparar para esse período gestacional e saber equilibrar o ambiente em que vive. “Evitar o estresse elevado é fundamental, mas é impossível não passar por algum tipo estresse durante essas quarenta semanas, por isso é primordial preparar todo o ambiente para a chegada desse bebê. As pessoas precisam se conscientizar que gestação não começa na fecundação, mas antes disso, quando esses pais consciente ou inocentemente se preparam para ter esse bebê. Muitas vezes, a mulher não se dá conta desse desejo, e quando pega o resultado e se vê grávida já começa o nível de estresse. Talvez, esse estudo venha para destacar a importância de preventivos, caso a mulher não tenha a intenção de engravidar”, diz.

O útero tem um papel crucial no desenvolvimento saudável do bebê. “Este órgão está ligado ao desenvolvimento físico e psíquico desse bebê. Além disso, o feto consegue receber de sua mãe sinais de que está nascendo em um mundo perigoso ou estressante, assim como conseguem perceber quando aquele ambiente é tranquilo e receptivo. Os bebês têm um limite mais baixo de tolerância ao estresse e parecem ser mais sensíveis a ele”, finaliza.

Fonte: Érica Santos / Comunicação Interna / Agência Saúde

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