Conforto pessoal, desconforto financeiro

 

Por Douglas S. Nogueira

Possuir um carro hoje em dia, já não é mais considerado apenas um luxo e sim uma grandiosa necessidade.

Antigamente a uns aproximadamente cinqüenta anos atrás, tudo era digamos assim, fácil, pois para a locomoção as pessoas tinham disponíveis diversos recursos e todos eles bem aproveitados por toda a sociedade, já que a vida daquela época pouco lhes exigia. Porém, com o passar do tempo e as decorrentes mudanças do mundo rumo aos avanços da ciência, tecnologia e biologia, a mesma sociedade também foi se transformando, tornando-se cada vez mais exigente e sedenta por conforto, sendo um dos seus principais alvos; o carro, que para efeito de curiosidade, o primeiro veículo brasileiro fabricado foi a Romiseta, no ano de 1956.

      Bom, mas aos tempos atuais, o carro tornou-se nada mais nada menos que uma importante parte das famílias de cidadãos em todo o mundo.

      Atualmente, ter um carro é mais que necessário é indispensável. Assim como comer, beber, estudar, passear, ter uma religião, o mesmo passou nos dias de hoje a ser instrumento inseparável e de grande valor para o homem, em relação à sua rotina do dia-a-dia. “Hoje, viver sem carro é viver sem as pernas”. Entretanto, todo o conforto que esse produz, custa e muitas vezes um alto valor, trazendo então o que pode-se denominar de desconforto financeiro.

      Milhares de pessoas por todo o planeta, apresentam os mesmos sonhos em diversas ocasiões, possuir um carro ou quando já possuem, obter um novo 0 km (zero quilômetro). Sonhar não é proibido e realizar o objetivo sonhado é lindo, maravilhoso, porém, se as condições para isso são precárias, remotas nos limitando a comermos mal, vestirmos péssimas roupas ou nos privarmos de um plano médico por exemplo, esse sonho passa a ser ridículo, faltando ainda um pouquinho de inteligência. Quantos não saem pelas ruas exibindo carros novos, sendo que suas geladeiras estão vazias e seus estômagos roncando? É realmente ridículo!

     O carro necessita seriamente de cuidados especiais, sendo nomeado por muitos de “a segunda família”. Mecânico, eletricista, eletrônico em alguns casos, auxílio com acessórios (alarme, sons, etc.) enfim, exige ele uma infinidade de tratamentos delicados e indispensáveis, arrancando do bolso de seu proprietário muitos cifrões (dinheiro). Nota-se então que para possuir um carro, tendo o esperado conforto é necessário obter finanças estruturadas, pois com a presença do mesmo em suas despesas mensais, o desconforto financeiro será inevitável. Lembrando também que, carro antigo com muito uso, gastos constantes, carro novo gastos controlados. Por motivo dessa última explicação é que muitos indivíduos, acabam por se “atolando” em dívidas, pois compram veículos novos, zeros sem as mínimas condições financeiras, com o propósito de ficarem isentos de manutenções, esquecendo os tais, do enorme e longo financiamento o qual aceitaram para a obtenção do mesmo. Infelizmente essas pessoas, acabam por devolvendo-o à agência ou estacionamento que retiraram-no, ficando além de tudo frustradas, decepcionadas consigo mesmas.

         Ressaltando; todos têm o direito de sonharem e possuírem os melhores bens dessa Terra, no entanto devemos olhar sempre para o tamanho de nossas pernas e aonde elas alcançam. Porque darmos passos enormes, sem possuirmos a capacidade exigida, poderão nos trazer sérias dores. Portanto lembre-se sempre; o carro é um conforto pessoal e um grande desconforto financeiro.

 

Autor: Douglas S. Nogueira

Técnico de Manutenção e Planejamento

Blog: www.douglassnogueira.blogspot.com   

E-mail: douglas_snogueira@yahoo.com.br

 

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