24Horas Santa Bárbara d´Oeste

Circolo Italiano promove a 4ª Festa di San Gennaro

Evento acontece nos dias 23 e 24 de setembro na Estação Cultural em Santa Bárbara d´Oeste

De caráter religioso e gastronômico, a 4a. Festa di San Gennaro acontece nos dias 23 e 24 de setembro, no restaurante da Estação Cultural em Santa Bárbara d´Oeste, e conta com os melhores pratos da gastronomia italiana, com música ao vivo no jantar. O evento acontece anualmente em louvor a San Gennaro, Padroeiro do Circolo Italiano. No sábado, a festa tem início às 10hs e vai até as 22hs, com música ao vivo durante o jantar. No domingo (24), o evento começa às 10hs terminando às 15hs.

Com um cardápio que vai apresentar rondelli de presunto e queijo, gnocchi tradicional ou com recheio de queijo, canelone de ricota com nozes, ravióli de carne (qualquer um deles em porções a r$ 12,00 cada) e também o tradicional Spaghetti (R$ 10,00 a porção).

Haverá a opção de escolher o molho que acompanhará os pratos apresentados:  Molho de tomate com manjericão e de ragu (tomate, cenoura e carne moída). Como sobremesa, o cardápio apresenta 02 opções: Cannoli de ricota ou torta caprese (chocolate com farinha de amêndoas) a R$ 8,00 cada (porção ou fatia).

 

 

” A festa di San Gennaro é a mais aguardada pelos associados e já virou tradição na cidade. É uma forma de louvarmos nosso padroeiro e mostrar sempre um pouco mais de nossa cultura, através da culinária e da música italianas, que agradam pessoas de todas as idades, e que vem de toda a região para nos prestigiar”, afirma Gisele Fonseca Sarmento, Presidente do Circolo Italiano di Santa Bárbara.

 

A 4ª Festa di San Gennaro tem o apoio da Prefeitura Municipal de Santa Bárbara d´Oeste através da Secretaria de Cultura e Turismo e da Fundação Romi. Para esta edição ainda conta com a Fraternidade dos Americanos na venda de vinhos, refrigerantes e água.

A Estação Cultural fica na Avenida Tiradentes, nº 02 no centro de Santa Bárbara d´Oeste.

 

Conheça mais sobre San Gennaro, Padroeiro do Circolo Italiano

O Milagre de San Gennaro é a data que se comemora todo ano em Nápoles, no primeiro sábado de maio, enquanto em 19 de setembro ocorre a celebração do Martírio. Poucos sabem que Januário era o nome verdadeiro do santo.

San Gennaro nasceu em Nápoles, no ano 270 D.C. Nada se sabe ao certo sobre os primeiros anos de sua vida. Em 302 foi ordenado sacerdote, e por sua piedade e virtude foi escolhido, pouco depois, para Bispo de Benevento. Sua caridade, infatigável zelo e solicitude pastoral desterraram de sua diocese a indigência, tendo ele socorrido a todos os necessitados e aflitos.

São Januário foi martirizado e morto dia 19 de setembro de 305 D.C., na terrível e última perseguição romana do imperador Diocleciano, ante de Constantino acabar com elas. Ele foi martirizado com muitos outros cristãos em Pozzuoli, jogados às feras no anfiteatro da cidade. Como as feras não o atacaram, o governador ordenou que fosse morto pela espada, juntamente com o diácono Sósio, Próculo, Festo, Desidério, Eutiquio e Acúrcio. Os cristão, segundo o costume, recolheram um pouco do sangue dos mártires e os colocaram em algumas ampolas. Os restos mortais de São Januário foram sepultados em Nápoles, comprovados pela arqueologia, inclusive com uma pintura de São Januário, do século V.

 

Liquefação do sangue

Todos os anos, neste dia, a ampola com o sangue coagulado é apresentada à multidão pelo arcebispo da Cidade, cardeal Crescenzio Sepe junto com o prefeito de Nápoles. Existe ainda no santuário o Busto-relicário de prata de São Januário sobre o altar da Catedral de Nápoles que, segundo a tradição, contém o crânio do mártir.

Este milagre maravilhoso acontece também em outros dias do ano, além do dia 19 de setembro; ocorre também em maio, mês dedicado à Virgem Maria e em 16 de dezembro. No dia 16 de dezembro houve um milagre  atribuído a São Januário. Em 1631, Vesúvio, um enorme vulcão que fica perto de Nápoles e que no ano 70 destruiu as cidades de Herculano e Pompeia, entrou em erupção. Era algo assustador e que o  povo temia.

Então, a Igreja de Nápoles realizou  uma procissão levando a cabeça (crânio) do mártir e uma ampola com sangue sagrado até a Igreja de Santa Catarina, em Formiello, perto do vulcão que começava a erupção. Esta cessou imediatamente e o rio de lava e a chuva de cinzas foram cessaram e não houve nenhuma vítima.

Desde 1389, durante a comemoração da festa de São Januário, acontece o milagre da liquefação do seu sangue coagulado, que se repete diante de milhares de fiéis que se reúnem todos os anos no dia 19 de setembro, em torno da Capela do Tesouro da Catedral de Nápoles, Itália. Esta relíquia está conservada em dois frascos, hermeticamente fechados, protegido por duas lâminas de cristal transparente. A ampola maior possui 60cm cúbicos de volume; a menor tem capacidade de 25cm cúbicos. Em geral, o sangue endurecido ocupa até a metade da ampola maior; na menor, encontra-se disperso em fragmentos.. O milagre é atestado por mais de 5000 processos verbais. No milagre da liquefação do sangue do mártir, este perde peso e aumenta de volume.

Montesquieu, que assistiu a duas liquefações em 1728 disse: “Posso declarar que o milagre de São Januário não é fraude; os padres estão de boa fé”. Em 15 de setembro de 1902, o conteúdo das ampolas foi submetido a exame eletroscópico diante de testemunhas. O cientista Sperindeo que realizou a experiência, disse: “Vi aparecer por trás da linha D, a faixa escura característica do sangue, e entre as duas uma zona clara”. Não há dúvida de que se trata de sangue humano.

Em 4 de maio de 1799, primeiro sábado do mês, o Vesúvio entrou novamente em erupção, Nápoles estava agitada politicamente por causa da implantação da República no lugar da monarquia. Neste primeiro sábado do mês, foi organizada uma procissão para São Januário. Neste dia aconteceu o milagre da liquefação do sangue do mártir.

As datas da liquefação do sangue de San Gennaro são celebradas com grande pompa e esplendor. As relíquias são expostas ao público, e se a liquefação não se verifica imediatamente, iniciam-se preces coletivas. Se o milagre tarda, os fiéis compenetram-se de que a demora se deve a seus pecados. Rezam então orações penitenciais, como o salmo “Miserere”, composto pelo Santo Rei Davi.

O sangue de San Gennaro está recolhido em duas ampolas de vidro, hermeticamente fechadas, protegido por duas lâminas de cristal transparente. A ampola maior possui 60cm cúbicos de volume; a menor tem capacidade de 25cm cúbicos. Em geral, o sangue endurecido ocupa até a metade da ampola maior; na menor, encontra-se disperso em fragmentos.

 

 

Serviço:

4ª. Festa di San Gennaro

Data: dias 23 e 24 de Setembro

Programação: Dia 23 (sábado), das 10hs às 22hs, com música ao vivo no jantar; no domingo (24) das 10hs às 15hs.

Endereço: Estação Cultural – Av. Tiradentes, 02 – centro em Santa Bárbara d´Oeste.

Entrada: gratuita

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