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Cão limpinho e cheiroso é muito bom! Mas deve ser bom pra ele também


Confira cuidados que devem ser tomados com o banho, a tosa e os enfeites

Todo proprietário gosta que seu cão esteja sempre limpinho e cheiroso, certo? Mas e para seu amigão, como é essa história? É saudável para ele tomar banho com frequência? Essa resposta depende de muitos fatores, como o tipo de pelo, seu estado de saúde e o local onde vive, entre outros. Segundo a médica veterinária Thais Nogueira da Cruz, proprietária da clínica Pet Vitta, não existe frequência ideal para banhos e tosas. “Depende da necessidade de cada animal”, explica.

Um padrão adotado por muitos donos é levar para o banho uma vez por semana. Isso vale principalmente para aqueles cães que vivem dentro da casa e, não raro, até dormem na cama junto com seu tutor. São aqueles pets que estão sempre muito próximos da família, e precisam de manutenção de higiene constante. Para quem tem grandalhões como o labrador, o são bernardo ou o dogue alemão, que, devido ao seu tamanho, tornam o banho em casa uma tarefa muitas vezes difícil para o proprietário, a visita à clínica pode ser a cada duas ou três semanas.

Esses padrões, ressalte-se, vale para cães saudáveis. Porém, aqueles que enfrentam doenças de pele, como seborreia, dermatite e piodermite, precisam de mais cuidados. Nesses casos, pode haver necessidade de banhos terapêuticos com shampoos especiais, com uma frequência que pode ser superior a uma vez por semana.

Thais lembra que também é importante levar em conta o tipo de pelagem do pet para definir a periodicidade dos banhos. Aqueles que têm pelos mais longos, como o lhasa apso e o yorkshire, podem alternar banhos e escovações numa mesma semana. “Para esses cães, um cuidado importante é a hidratação, para evitar o ressecamento dos pelos”, orienta a veterinária. Até porque os cachorros de pelos longos apresentam menor queda dos fios, que devem ser aparados nas tosas.

Já aqueles de pelos curtos, ainda mais em algumas épocas do ano, perdem muitos fios. Nessa categoria, na qual se encaixam raças como o pinscher e o terrier brasileiro, mais conhecido como fox paulistinha,  os banhos podem ser dados com menos frequência, às vezes até uma vez por mês. Vale lembrar que, mesmos nas regiões de clima mais quente, o calor não influencia no odor dos cães, já que a transpiração acontece pela língua e vãos dos dedos.

CHEIRINHO BOM. SERÁ?

Para o proprietário, ter seu cão perfumadinho pode ser uma delícia. Mas e o pet, gosta do aroma de produtos artificiais? Provavelmente não, mas alguns se incomodam menos que outros. Thais afirma que nos banhos devem ser utilizados produtos hipoalergênicos, que teoricamente não devem trazer problemas ao cão. De qualquer forma, a ordem é não exagerar no perfume. “Um aroma muito acentuado pode confundir o faro do animal, que é muito apurado”, pondera a veterinária.  “A ideia é caprichar no banho, mas perfume não é sinônimo de banho bem feito”.

É bastante comum que o cão queira se esfregar no chão após o banho, para desespero do proprietário. Isso porque, dentro da hierarquia de uma matilha, é o cheiro que caracteriza a posição de cada um. Quando um produto mascara o cheiro natural, ele vai procurar recuperá-lo para se sentir mais seguro. Assim, nas casas em que há dois ou mais cachorros, a recomendação é para não passar perfume, para que não se estranhem.

E OS ENFEITES, ESTÃO LIBERADOS? 

Lacinhos, brilhos e fitas normalmente enfeitam os cães que saem do banho. Muitos deles não se importam. Outros, porém, tentam arrancá-los com as patas ou se esfregando no chão. Segundo Thais, isso pode causar ferimentos. É preciso estar atento também para perceber se o elástico do laço está apertando a pele, o que pode ocasionar falta de oxigenação no local e formar feridas.

Não se deve ainda colocar objetos muito próximos dos olhos, para evitar lesões. E, na hora de escolher os enfeites, o bom senso manda optar por aqueles que não têm pontas e que não possam ser engolidos.

TOSAS: É PRECISO CUIDADO!

Quanto às tosas, a frequência também depende de diversas variáveis, inclusive do gosto do proprietário. Para manter o padrão da pelagem, uma vez por mês costuma ser suficiente. Essas tosas podem ser intercaladas com as higiênicas, que ficam restritas a áreas como barriga, entorno dos olhos e focinho e nas proximidades da região genital, sem interferir no comprimento dos fios de um modo geral.

Um alerta importante é que há raças para as quais a tosa é totalmente contraindicada, ressalta Maria Zanovelo, tosadora da Pet Vitta. Entre elas, estão o spitz alemão, o chow chow e o akita. Para esses cães, só é recomendável a tosa higiênica com uma tesoura, já que os pelos, quando raspados, normalmente não crescem mais, podendo resultar em problemas de pele.

Outro ponto a se considerar é que a tosa a máquina pode mudar as características dos pelos de algumas raças. Os fios do lhasa apso e do shih-tzu, por exemplo, que são lisos, podem ganhar volume e se tornar ondulados. Se o proprietário não quiser mudar o padrão da pelagem, eles devem ser aparados utilizando-se apenas a tesoura.

Cuidados tomados, é só curtir seu cão limpo, cheiroso e de pelos aparados. E estar sempre atento para verificar se ele está curtindo também.

 Fonte: Jornal do Lulu

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