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Artigo – Solidão: Onde encontrar a identidade?

Quem nunca sentiu uma profunda sensação de vazio, isolamento, uma tristeza, um aperto no coração?

Muitas pessoas passam por momentos em que se encontram sozinhas, seja por força das circunstâncias ou por escolha própria. Estar sozinho pode ser uma experiência positiva, prazerosa e trazer alívio emocional, desde que esteja sob controle do indivíduo.

Atualmente o termo da solidão para o seus efeitos debilitantes é a rejeição. Muitos de nós no mundo de hoje estamos a viver à beira de uma vida solitária. Um número significativo de pessoas tem experienciado os efeitos perniciosos da solidão; alguns de nós, devido a ela, tornamo-nos debilitados, deprimidos e desmoralizados. A solidão tem grande semelhança a doenças psicossociais depressão, o suicídio, a hostilidade, o alcoolismo, a um fraco
autoconceito e a doenças psicossomáticas. Têm sido sugeridas várias definições de solidão.
Por exemplo, a SOLIDÃO como sendo a experiência associada à discrepância entre as relações da percepção que temos versus as relações ideais segundo o sujeito, SOLIDÃO como sendo a experiência desagradável que deriva de importantes deficiências nas redes de relações sociais de uma pessoa, SOLIDÃO simultaneamente como desagradável e motivante surgindo de uma necessidade não encontrada de intimidade interpessoal e a SOLIDÃO como uma experiência que surge inevitavelmente da “separação” da existência humana. Apesar de tal divergência, várias definições da solidão partilham três pontos. Em primeiro lugar,
virtualmente todas as definições implicam que a solidão resulta de deficiências nas relações sociais da pessoa só. Em segundo lugar, a solidão é vista como um fenômeno psicológico subjetivo e por isso não é sinônimo de isolamento e terceiro por faixa etária de idade. Toda a pessoa tem virtualmente pelo menos um contato social mínimo, por isso, a solidão é vista mais como insatisfação.

 

Grandes fatores podem contribuir para o aumento da vulnerabilidade das pessoas à solidão.
Esses fatores são susceptíveis de aumentar a probabilidade de uma pessoa se sentir só e de ser mais difícil para se restabelecer em um relacionamento social satisfatório. Feita esta diferenciação podemos nos perguntar que tipos de solidão estão vivendo? Será a solidão que se dá pela ausência de outro? Será a solidão que se dá pela ausência de nós mesmos? Ou ambas?

De qual solidão estamos efetivamente falando numa era em que os meios de comunicação telefone, celular, fax, computador e os recursos virtuais para estar com pessoas como blogs, Orkut, Messenger, Skype, entre outros possibilitam que o outro esteja presente, mesmo estando ausente? No mundo contemporâneo estamos em contato com pessoas em grande parte do tempo, seja no trabalho, na escola, na academia ou mesmo quando estamos em casa sozinhos. Se não estamos no telefone ou no celular, nos sentamos diante do computador para ler e responder e-mails, “conversar” no Messenger ou no Skype, visitar algum blog ou checar
quem esteve visitando o nosso meio social voluntário ou involuntariamente, estamos em comunicação com pessoas a maior parte do nosso tempo, quer sejam elas conhecidas ou desconhecidas, quer a comunicação seja real ou virtual.

Solidão não é a falta de gente para conversar, namorar, passear ou fazer sexo, isto é carência. Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos que não
pudesse mais voltar, isto é saudade. Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe, às vezes, para realinhar os pensamentos, isto é equilíbrio. Solidão não é o claustro involuntário que o destino nos impõe compulsoriamente para que revejamos a nossa vida, isto é um
princípio da natureza. Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado, isto é circunstância. Solidão é muito mais do que isto.

Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão pela nossa alma.

 

Tratamento

Existem muitas formas diferentes para tratar a solidão, o isolamento social e a depressão. O primeiro passo, e o mais frequentemente recomendado, é a terapia. A terapia é um método comum e efetivo de se tratar a solidão, e geralmente é bem-sucedido. Terapias curtas, o tipo mais comum, geralmente se estendem por 10 a 20 semanas. Durante a terapia, enfatiza-se a compreensão da causa do problema; reverter os pensamentos, sentimentos e atitudes negativas resultantes do problema; e explorar as formas de melhora do paciente.

 

“As vezes você tem que levantar sozinho e seguir em frente…”

Por Maira Scavacini –  Fotógrafa, Apresentadora, Diretora e Produtora de programas indicados para mulheres em redes visíveis e transmissíveis na empresa sb24horas. http://sb24horas.com.br/ 

Por Silvana Lima – Psicóloga. Aperfeiçoamento em Abuso Sexual, Violência Doméstica, Planejamento Familiar e Psicofarmacologia no Centro Universitário Unisal, em Americana- SP e Portal Educação-SP. Especialista em Saúde Mental, Psicologia Social e Orientações
Profissionais na área Escolar pela UCAM- Universidade Cândido Mendes-RJ e Portal Educação-SP. Coordenadora e
Apresentadora de programa na área de saúde, em redes visíveis e transmissíveis pelo portal SB24HORAS.

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Redação
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