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A idade chegou para o seu cão? Confira alguns cuidados para que ele tenha qualidade de vida


Medicina preventiva é a chave do sucesso para aumentar a longevidade

Medicina preventiva. Esta é, sem dúvida, a chave do sucesso para aumentar a longevidade dos animais de estimação. Quem ensina é o médico veterinário Sérgio Luís Fernandes, da clínica Doctor Vet, de Limeira. “Com o avanço da medicina preventiva, hoje contamos com vacinas para prevenção de doenças, com rações de primeiríssima qualidade para melhora na qualidade da nutrição animal, com vermifugações e controle de ectoparasitas, como pulgas e carrapatos”, enumera. “Com tudo isso, conseguimos aumentar a longevidade dos pacientes caninos”.

Sérgio conta que a geriatria canina vem se tornando uma rotina no cotidiano da clínica de pequenos animais. Assim, os amigões vão vivendo mais tempo e, muito importante, com qualidade. “Sabe-se que, quanto mais medicina preventiva praticarmos com os cães, maior será sua chance de viver mais saudável e feliz com sua família humana”, diz.

Porém, a longevidade de cada animal varia de acordo com uma série de fatores. Um dos mais relevantes é o seu porte. Quanto maior seu tamanho, menor é a sua longevidade. E vice-versa. Um pinscher, um poodle micro toy ou um vira-latas de porte pequeno podem chegar tranquilamente a 15 anos, e até aos 18.

Já os cães de porte grande tendem a envelhecer mais rápido. Rottweillers, pastores, filas brasileiros, weimaraners, boxers e labradores chegam, em média, aos 12 anos. E os cães de porte gigante, aí inclusos o dogue alemão, o são-bernardo e o mastim napolitano, que têm um crescimento extremamente rápido quando filhotes e começam a envelhecer entre 6 e 7 anos, chegam até os 10 anos.

“Mas é claro que temos algumas exceções, podendo a longevidade variar de acordo com o estilo de vida em que o cão é criado”, ressalta Sérgio.

DOENÇAS DA VELHICE

Além do porte, também podem influenciar no tempo de vida do animal as doenças que o acometem com a chegada da idade geriátrica. Algumas dessas doenças se devem à sua predisposição racial.

Poodles e cockers, por exemplo, são predispostos à cegueira por causa da degeneração da visão por catarata e até glaucoma. No boxer, a idade avançada traz o aumento da chance de desenvolvimento de tumores. No dogue alemão, o problema é o aumento da incidência de tumores ósseos nas patas.

O shih tzu, o lhasa apso e o pequinês podem desenvolver uma doença ocular chamada de cerato conjuntivite seca, que é a falta de lágrimas nos olhos para lubrificação. “Neste caso, é preciso usar colírios lubrificantes diariamente para proteção do globo ocular”, ensina o veterinário. As doenças cardiovasculares devem ser levadas em conta também, principalmente nas raças buldogue inglês, buldogue francês e pug.

E há ainda as doenças articulares, de coluna e quadril, como a displasia coxofemoral, comum nos pastores e labradores. Lembrando que, quando a displasia é hereditária, os animais devem ser castrados para que não transmitam essa característica indesejável para seus filhotes.

Atualmente, conta Sérgio, vem sendo bastante estudada uma doença chamada de síndrome da disfunção cognitiva canina, que faz com que o cão mude de comportamento, tomando atitudes incomuns. Entre elas, estão urinar e defecar em locais diferentes dos habituais, andar em círculos, esconder-se atrás dos móveis da casa, latir ou uivar sem motivo algum e dormir de dia e ficar a noite acordado.

COMIDA BOA PRO VELHINHO!

Outra medida importante que os donos devem tomar em relação aos cães velhinhos é se preocupar com a alimentação. Sérgio alerta que é preciso tomar cuidado com o excesso de proteínas, que pode prejudicar a saúde dos rins. Há rações apropriadas para essa fase da vida, mas que devem ser indicadas pelo médico veterinário. Também é preciso de indicação profissional para suplementos alimentares, que contêm muito cálcio e podem desequilibrar a relação desse componente com o fósforo.

Finalmente, mais uma dica é que os cães geriátricos podem e devem ser levados para passeios. Entretanto, é preciso fazê-lo nas horas mais frescas do dia e tomar algumas precauções, como com a distância a se percorrer. Nada de passeios muito longos!

“A fim de melhorar a qualidade de vida e a saúde do seu animal, leve-o ao médico veterinário uma vez por ano para vermifugação e vacinação e sempre que aparecer qualquer tipo de mudança de comportamento ou doença”, recomenda Sérgio.

Jornal do Lulu

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