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Verba recuperada do crime organizado será usada para equipar a Polícia Civil

A Polícia Civil conquistou ontem (25/06) uma importante ferramenta para ajudar a combater o crime organizado no estado de São Paulo. A Assembleia Legislativa aprovou o projeto que cria o Fundo Especial para o Combate do Crime Organizado e a Lavagem de Dinheiro (FEPCCOLD), que prevê a destinação de bens e valores provenientes da prática de crimes de lavagem de dinheiro para a polícia.

O PL, de autoria do deputado Delegado Olim (PP), determina que estes recursos devam ser usados para melhorar a infraestrutura das unidades policiais especializadas, para a compra e aprimoramento de tecnologia e na capacitação de agentes e autoridades policiais. “É uma notícia excelente para a Polícia Civil e quem ganha com isso é a população. Com uma polícia melhor preparada e equipada, o combate ao crime organizado é mais eficaz e o retorno para sociedade, maior”, afirma a presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo, Raquel Kobashi Gallinati. 

O projeto de lei 532/2019 é uma das 10 medidas propostas pelo SINDPESP e Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (ADPESP) para o fortalecimento e a modernização da Polícia Civil. “Apresentamos nossas ideias ao deputado e ele nos ajudou prontamente apresentando o projeto. Delegado Olim é um importante aliado e a sua atuação poderá ajudar a melhorar a situação da polícia paulista, quem vem sendo sucateada e desvalorizada ao longo das décadas”, afirma Raquel. 

A verba recuperada do crime poderá ser usada para o custeio de passagens, deslocamentos e estadias para que os policiais participem de fóruns em órgãos e organismos nacionais e internacionais no campo da prevenção e do combate à lavagem de dinheiro. “Trata-se de um importante e decisivo passo para a Polícia Civil, rumo a colocá-la dentro de todos os anseios mais atuais da sociedade em relação à polícia investigativa, com vistas ao seu fortalecimento institucional”, afirmou o presidente da ADPESP, Gustavo Mesquita.

O projeto, que foi aprovado sem emendas, cria o Gabinete de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (GRACI), subordinado à estruturação do Governo do Estado, no âmbito da Delegacia Geral de Polícia Adjunta (DGPAD), chefiado por um delegado de polícia de classe especial e um assistente delegado. Caberá à chefia assessorar o delegado geral nos assuntos que se referem ao fundo e à prevenção e ao combate da lavagem de dinheiro.

Raquel Kobashi Gallinati

Delegada de Polícia desde 2012, é a primeira mulher a ser eleita presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo, SINDPESP, fundado em 1989. Trabalhou como Delegada de Polícia em delegacias do Departamento de Polícia da Capital (DECAP). Formada em Direito pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, pós graduada em Ciências Criminais e Mestre em Filosofia,  pela PUC-SP, em 2007. Pós graduanda pela Academia Nacional da Polícia Federal em Direito de Polícia Judiciária.

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