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Tenho fortes dores faciais o que pode ser? Qual especialista pode auxiliar?

Sintomas como dificuldade de mastigar, estalos, dores ou travamentos no maxilar, merecem atenção urgente

As dores locais na face, boca, maxilar, nos ouvidos ou pescoço que se tornam crônicas, assim como dores de cabeça frequentes, podem ter como origem a ATM (articulação temporomandibular), articulação responsável pelos movimentos da mandíbula e dos músculos ao redor.

 

Os diferentes indícios, que incluem além das dores de cabeça, similares a uma enxaqueca, dores atrás dos olhos, dificuldade ao fazer movimentos bruscos com a boca, que causam dores localizadas, flacidez dos músculos da mandíbula, que travam ou saem do lugar são alguns dos sintomas de disfunção na ATM, (sigla para Articulação Temporomandibular) que liga nossa mandíbula ao crânio.

 

Esses indícios são classificados como DTM: Disfunção da articulação Temporomandibular, e tem como uma das causas o estresse e a ansiedade e também é relacionada diretamente ao bruxismo, prática de ranger os dentes e ao apertamento dental.

“Assim como ocorre em outras partes do corpo, quando as dores na face se tornam persistentes por mais de três meses, assumem a condição de dor crônica e passam a ser consideradas doenças”, de acordo com o profissional bucomaxilo Dr. Sylvio Vivone, do Instituto Vivone de São Paulo.

 

Doenças como artrite, traumatismos na cabeça, maxilares, ou pescoço, e encaixe incorreto dos dentes, também podem ser determinantes.  A DTM, pode ser tratada e controlada. Entre os fatores importantes para controlar os sintomas estão diminuir o estresse, relaxar os músculos e corrigir o hábito de ranger os dentes.

O ideal é buscar um cirurgião bucomaxilofacial, o profissional especializado no assunto. Os tratamentos mais comuns são o uso de dispositivos oclusais, as chamadas placas miorelaxantes, podendo ser associada a outras terapias clínicas como a eletroterapia, laserterapia, termoterapia e até mesmo o uso de medicamentos. Alguns casos, onde há uma disfunção intra-capsular (dentro da cápsula da articulação) e não apresenta melhora após os tratamentos clínicos possíveis de serem realizados, pode ser necessário algum tratamento cirúrgico associado. A dor pode se apresentar bilateralmente e não apenas de um lado só da face, ser na região pré-auricular (a frente do ouvido), ou se apresentar na região dos músculos da mastigação (abrem e fecham a boca). Costuma doer o músculo da região do ângulo da mandíbula e o da lateral da cabeça.

 

“Os pacientes afetados por Disfunção Temporomandibular (DTM) costumam se consultar com profissionais de diferentes áreas da saúde, devido os quadros recorrentes de cefaléia (dor de cabeça), e muitas vezes demoram até serem encaminhados ao bucomaxilo”, alerta o especialista, Dr. Sylvio Vivone.

 

Poucos casos necessitam de tratamento cirúrgico, segundo a literatura da área, somente 5 % dos casos de DTM são de indicação cirúrgica. Todos devem passar por tratamento clínico conservador prévio, e aqueles que não tiverem uma melhora de ordem mecânica, poderão ser indicados a tratamento cirúrgico. Na maioria dos casos, o tratamento clínico conservador (realizado no consultório)é eficiente, não necessitando de abordagens cirúrgicas.

 

 

Quem é Sylvio Vivone Neto

 

  • Graduado pela Universidade Cidade de São Paulo;

 

  • Aperfeiçoamento em cirurgia e traumatologia bucomaxilofacial pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo;

 

  • Residência em cirurgia e traumatologia bucomaxilofacial pelo Hospital das Clínica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo;

 

  • Habilitado em pacientes com necessidades especiais;

 

  • Pós-Graduado em cirurgia via artroscópica da articulação temporomandibular – Miami Anatomical Research Institute – M.A.R.C. – Miami;

 

  • Membro do Colégio Brasileiro de Cirurgia Bucomaxilofacial.

 

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