Santa Bárbara zera fila de cirurgia de catarata


A Prefeitura de Santa Bárbara d’Oeste zerou a fila de cirurgia de catarata. No início de 2013, a atual Administração fez uma atualização do cadastro existente e constatou a demanda de 2,5 mil pacientes que necessitavam da cirurgia. Diante da situação, o Município buscou alternativas para zerar a fila. Junto à DRS (Departamento Regional de Saúde) VII, realizou parceria com o Hospital Ouro Verde, aumentando significativamente o atendimento. Hoje apenas 40 pacientes restantes estão devidamente agendados para passar pelo procedimento nas próximas semanas.

 

O secretário de Saúde, Dreison Iatarola, comemorou a notícia e ressaltou que o fato mostra o envolvimento da Administração Municipal, em meio a todos os setores da Secretaria de Saúde, e demais secretarias, para atender com qualidade esses pacientes. “Mesmo sem recursos federais para as cirurgias de catarata, houve grande esforço e articulação do governo do prefeito Denis Andia para viabilizar junto ao Departamento Regional de Saúde VII uma oportunidade para que os pacientes pudessem ser submetidos à cirurgia de catarata, zerando a fila. Uma notícia de grande alegria para todos nós”, frisou Dreison Iatarola.

 

Além do Hospital Ouro Verde, as cirurgias são realizadas nas referências do SUS (Sistema Único de Saúde), nos AME (Ambulatório Médico de Especialidade), Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e HES (Hospital Estadual de Sumaré).

 

 

População

 

Com 81 anos, o paciente Heide da Silva, foi operado do olho esquerdo. Foi a primeira operação que o aposentado fez em sua vida e relata a alegria da melhora da sua visão. “Estou satisfeito com o atendimento e meu olho melhorou muito. Não sinto mais dificuldade para sair. Estou tratando e saindo com óculos escuros. A minha recuperação está ótima. Agradeço a toda à equipe do Hospital. Fiz até amizade com eles. Estou feliz”, comentou.

 

Doença

 

A cirurgia de catarata é um procedimento considerado de baixa complexidade, com anestesia local e sem a necessidade de internação. Segundo a médica oftalmologista da rede, Fernanda Cremasco, a catarata é uma opacidade em uma estrutura do olho, denominada cristalino. Essa opacidade atrapalha a entrada da luz proveniente do meio externo nas estruturas internas oculares, o que causa a diminuição da visão. O paciente pode perceber desde pequenas alterações visuais até mesmo cegueira.

 

A médica ressalta que existem vários fatores de risco para o surgimento da catarata. “O uso de medicamentos, como corticóides, clorpromazina, amiodarona, alguns quimioterápicos entre outros; diabetes e doenças renais; traumatismo ocular; exposição a radiações, doenças oculares, e fatores nutricionais, como a desnutrição. Algumas infecções maternas durante a gestação, como rubéola, toxoplasmose e sarampo, podem levar a catarata congênita no recém-nascido”, pontuou.

 

Fernanda explicou que o teste do olhinho ajuda a diagnosticar, nos recém-nascidos, as cataratas congênitas e em caso de se observar desvio ocular, aspecto esbranquiçado na área pupilar ou qualquer outra alteração visual em crianças deve-se procurar a avaliação médica. A profissional ressaltou que em adultos acima de 40 anos é recomendado ao se observar diminuição da visão ou pelo menos anualmente consulta com médico oftalmologista.

 

Sobre as cirurgias, o fator primordial é a avaliação do paciente. A médica orienta que doenças como diabetes, hipertensão e qualquer outra doença sistêmica devem estar controladas para realização da cirurgia. O paciente deve realizar jejum e algumas medicações precisam ser suspensas dias antes da cirurgia. Em geral, o paciente recebe alta no mesmo dia da cirurgia. “É importante que no pós-operatório o paciente utilize corretamente a medicação prescrita, evite qualquer esforço físico, siga todas as recomendações médicas e compareça a todas as consultas agendadas”, finalizou.

 

Fotos: Marcel Carloni

 

Assessoria de Imprensa

 

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