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Quais são os principais riscos financeiros e como amenizá-los?

Toda aplicação tem risco. Isso é um dos fatos que, inclusive, move o mundo dos investimentos, pois o cálculo da rentabilidade é baseado, entre outros fatores, na chance de insucesso. O risco é exatamente isso: a probabilidade de algo não sair como o esperado no momento da aquisição de um produto financeiro.

 

Em qualquer tomada de decisão é imprescindível avaliar os riscos inerentes, e no mercado financeiro não funcionaria de outro modo. No entanto, existem diversos tipos de riscos, que trazem diferentes consequências para a performance do investimento e é esse ponto que deve ser levado em conta.

 

Dependendo da modalidade de aplicação escolhida, o risco poderá afetar não apenas sua rentabilidade diretamente, mas também a liquidez. Então, mesmo quando determinado investimento parecer seguro, é preciso avaliar uma segunda vez para ponderar os outros tipos de risco envolvidos.

O que é risco financeiro?

Como dito anteriormente, o risco está atrelado com a ameaça do insucesso a um determinado investimento. Isso não significa somente a perda de dinheiro, mas tudo que possa modificar o planejamento do investidor com relação a esse produto financeiro.

 

Entre os riscos possíveis, existem aqueles relacionados a erros humanos, seja pela má administração dos recursos — o que pode ocorrer na gestão de um fundo de investimentos, por exemplo — ou mesmo por fraudes; são conhecidos como riscos operacionais.

 

Também existem os relacionados a algum problema legal que impeça o investidor de receber seus rendimentos. Chamado de risco legal, ocorre principalmente em corretoras não regulamentadas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

 

Agora, os riscos financeiros são aqueles que, de forma simplificada, estão atrelados a perdas de dinheiro, ou mesmo prejuízo. Eles são subdivididos em risco de crédito, de liquidez e de mercado.

Risco de crédito

Basicamente, trata-se da probabilidade de a instituição emissora do título ou ativo não ser capaz de honrar com suas obrigações financeiras, fazendo com que o investidor não receba seus rendimentos.

 

Isso pode ocorrer quando a instituição — pode ser um banco de pequeno porte, por exemplo — decreta falência. No entanto, felizmente, são raros os casos em que isso aconteceu nos últimos anos.

 

Para quem não é propenso a arriscar, vale procurar investimentos com baixo risco de crédito, como o Tesouro Direto; ou aqueles que contam com a cobertura do FGC, que faz o ressarcimento dos valores em caso de falência.

 

Além disso, uma forma de amenizar esse risco é sempre buscar informações sobre os emissores, empresas com histórico sólido são muito mais difíceis de quebrar, e utilizar os simuladores (como o simulador do Tesouro Direto ou de CDBs) de investimentos disponíveis nos sites oficiais da bolsa ou de corretoras.

Risco de liquidez

Para entender esse risco, é preciso estar familiarizado com o conceito de liquidez: trata-se da facilidade com que determinada aplicação pode ser convertida em crédito em conta, sem perda de valor.

 

Assim, quanto mais rápido um investimento transformar-se em dinheiro, maior será sua liquidez. Muitos investidores consideram que esse é um dos fatores mais importantes na tomada de decisão, ainda mais se procuram fazer uma reserva de emergência.

 

A poupança — mesmo sendo um mau investimento — é um exemplo de alta liquidez, visto que é possível resgatar seu valor de forma bastante ágil. Já imóveis são bens com baixíssima liquidez, já que não podem ser facilmente vendidos.

 

Uma boa forma de amenizar esse risco é, antes de tudo, avaliar se é mesmo necessário um investimento de alta liquidez, pois normalmente gera alguns custos. Aqui, vale a pena diversificar a carteira de investimentos e optar por aplicações de diferentes prazos e liquidez, em caso de precisar fazer um resgate antecipado.

Risco de mercado

Mais comum em ativos da renda variável, trata-se da chance de perder dinheiro devido às oscilações do mercado financeiro. Mas, ainda assim, podem ocorrer na renda fixa por conta de mudanças na taxa de juros, por exemplo.

 

No caso das ações, o risco acontece principalmente nas altas e baixas do mercado, quando um investidor vende seus papéis com valor menor do que o de compra, ficando assim no prejuízo.

 

Uma forma de amenizar esse risco é diversificar a carteira de investimentos. Desse modo, com aplicações de rendimento fixo, é possível balancear eventuais perdas vindas da volatilidade dos ativos.

 

O segredo, independentemente do risco inerente, é conhecer muito bem a aplicação escolhida e a si mesmo. Isso porque determinados perfis estão mais abertos a correr riscos, só é preciso traçar uma boa estratégia para se beneficiar deles.

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