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Protetor facial auxilia na reabilitação de atletas

Alvaro Pereira, jogador do São Paulo, usa protetor facial feito pela Faculdade de Odontologia da USP


Na foto, Alvaro Pereira, jogador de futebol, usa protetor facial feito pela Faculdade de Odontologia da USP. Ele jogou as últimas rodadas do campeonato brasileiro do ano de 2014 com um protetor após fraturar o nariz.

Protetor resguarda rosto de atleta que se recupera de fraturas e alivia impacto

O ano era 2006 e o São Paulo avançava bem nos campeonatos que participava. Mantendo o bom desempenho do ano anterior, tinha chances de chegar à final da Copa Libertadores da América. “Em time que está ganhando não se mexe”. Mas o time precisou ser mexido. Em uma partida, uma peça chave da equipe, o uruguaio Diego Lugano, foi atingido por uma cotovelada no rosto. Uma fratura no nariz colocaria o atleta fora dos próximos jogos.

O atleta ficou afastado por algumas semanas, mas voltou a tempo de participar dos últimos e decisivos jogos dos campeonatos. A razão para o rápido retorno foi a possibilidade de voltar aos campos usando o Protetor Individualizado para Fraturas Faciais, desenvolvido na Faculdade de Odontologia (FO) da USP e patenteado pela Agência USP de Inovação.

O equipamento é produzido de maneira personalizada para cada paciente após a liberação médica, mas quando o paciente ainda se recupera da fratura. Depois de Lugano, muitos outros atletas tiveram o auxílio do protetor desenvolvido na Universidade para retornar mais rapidamente ao esporte. Os professores Reinaldo Brito e Dias e Neide Pena Coto explicam que o protetor é capaz de absorver e dissipar energia de deformação proveniente de impactos na região, o que diminui as chances de um novo impacto causar fraturas ou complicações nas áreas sensibilizadas.

Proteção
O protetor é feito do material EVA (copolímero de etileno e acetato de vinila), e protetores similares,produzidos na Europa, são feitos de fibra de carbono, que, segundo os professores, absorve menos a energia e, portanto, não alivia o impacto de maneira tão eficiente quanto o desenvolvido na Faculdade de Odontologia. Neide Pena Coto comenta as vantagens protetor de EVA: “quando é impactado, ele transmite a energia para as extremidades, e nessa transmissão o material vem absorvendo energia”.

O professor Reinaldo Dias complementa dizendo que, diferente do europeu, o protetor desenvolvido na FO é formado por duas camadas, uma mais rígida e outra que ele chama de “soft”, que torna o uso mais confortável. O protetor fica apoiado em ossos mais resistentes, como o osso frontal e os ossos mais fortes do terço médio da face, deixando protegidos de impactos os ossos mais frágeis.

Ele é produzido de maneira personalizada para cada paciente, que recebe acompanhamento dos pesquisadores e dá o feedback do desempenho do equipamento durante o uso. Além do caso de Lugano no futebol, tais fraturas também são comuns em esportes como o beisebol, handebol e hóquei.

Reinaldo Dias finaliza explicando a importância da pesquisa para a ciência: “se nós podemos deixar um know-how da universidade, um know-how brasileiro para que a gente possa trabalhar algo que a gente idealizou, acho que esta é a satisfação do professor”.

Com informações da Agência USP de Inovação

Foto: Divulgação

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Dennis Moraes