Marlene Laky realizou Oficina “Pequenos reparos em livros” no CEDOC

 


Centro de Documentação Histórica, da Fundação Romi, recebeu 35 profissionais para oficina “Pequenos reparos em livros”, promovido pelo SISEM-SP e POIESIS.

O Sistema Estadual de Museus (SISEM-SP) e a POIESIS – Casa Guilherme de Almeida, instituições da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, promoveram, no último dia 07 de julho, no Centro de Documentação Histórica da Fundação Romi, a oficina “Pequenos Reparos em Livros”, com a conservadora-restauradora Marlene Laky.

Marlene Laky, que é jornalista pela PUC-Campinas e conservadora-restauradora formada pelo SENAI, ministra oficinas sobre conservação de livros e em instituições como a Escola de Comunicação e Artes da Universidade São Paulo, Casa das Rosas e Casa Guilherme de Almeida, onde trabalha atualmente, cedeu uma entrevista à Fundação Romi.

Fundação Romi: Qual é a importância de eventos como esse, promovido pela SISEM-SP e a POIESIS – Casa Guilherme de Almeida, para os profissionais que atuam em Bibliotecas, Museus, Centros de Memória e Documentação? 
Marlene Laky
: Esse tipo de evento (palestras e oficinas) de capacitação é de fundamental importância para os profissionais que atuam nas diversas instituições espalhadas pelo interior paulista. Acontece uma troca de experiências, pois os problemas são muito parecidos. Na verdade existem poucos cursos na área, os poucos que existem são praticamente inacessíveis no ponto de vista financeiro, e ainda temos o fator distância. Uma das funções do museu é ensinar, então essa iniciativa de levar os profissionais que atuam e que tem acesso a essa capacitação é fundamental.

Fundação Romi: A oficina tinha um conteúdo rico e extenso, mas uma carga horária curta. Qual era a expectativa sobre o que os participantes deveriam, minimamente, ter absorvido ou sido neles despertado? 
Marlene Laky
: É eu concordo, muita informação para pouco tempo. Mas esse tipo de palestra é apenas uma sementinha para despertar uma procura para maior conhecimento. Na Casa Guilherme de Almeida (que alias é pioneira nesse tipo de oficina) essas oficinas de pequenos reparos acontecem de forma regular e são dadas num total de sete encontros, além de um plantão de duvidas uma vez por mês e, mesmo assim, é pouco tempo para aprender de fato. Continua sendo uma sementinha. Na palestra é um monte de informação, mas é na pratica que esse profissional vai começar absorver essa teoria de fato.

Fundação Romi: Em tempo de escassez espacial para guarda permanente de tipos documentais e a acrescente substituição das plataformas analógicas para as digitais, qual é a relevância, sobretudo, para as organizações, da capacitação profissional para manutenção de guarda de acervos documentais? 
Marlene Laky:
Pois é, essa é uma questão relevante: a digitalização, o espaço físico de guarda e o profissional envolvido. É fundamental que essa digitalização ocorra para dar um maior acesso a informação, principalmente porque o constante manuseio pode deteriorar mais ainda o já fragilizado acervo. Só que são poucas instituições que conseguem ter o acervo digitalizado, devido ao alto custo do processo e o físico vai continuar existindo. Então essa capacitação deve acontecer mais do que nunca, ainda mais que em muitos casos o acervo não para de crescer (doações) e muita coisa chega em estado miserável, precisando de cuidados.

Fundação Romi: Tendo conhecido o Processamento Técnico e o Espaço Expositivo do CEDOC, qual é a sua percepção acerca do trabalho que vem sendo desenvolvido por esta área da Fundação Romi? 
Marlene Laky
: Fiquei surpresa e maravilhada pelo trabalho realizado na Fundação, que mesmo sendo a equipe reduzida e multidisciplinar faz o possível para dar conta do enorme volume de trabalho. A digitalização, o acesso à informação, a guarda adequada e, além disso, os visitantes conseguem ver parte do trabalho sendo feito através da vidraça, o que desperta o interesse pela preservação. Ainda mais que o volume de crianças que faz as visitas é grande. É a sementinha. Gostei muito de ter tido a oportunidade de conhecer o trabalho e espero que consigamos qualquer dia fazer algo mais prático.

Para a Coordenadora do CEDOC, Sandra Edilene de Souza, a oficina foi uma excelente oportunidade para os profissionais da área de arquivo, biblioteca, museus e centros de documentação que atuam na região. “A Palestra trouxe conhecimento técnico e apontou caminhos para o trabalho de preservação dos livros que fazem parte dos acervos das instituições”, concluiu.

Centro de Documentação Histórica

O CEDOC é um espaço vivo de preservação da história, que atua na guarda, conservação e disponibilização do acervo da Fundação Romi e da Indústrias Romi – com destaque para o acervo do Romi-Isetta –, além de resgatar todo o passado histórico de Santa Bárbara d’Oeste e região. Além de um espaço expositivo vivaz e dinâmico, o Centro de Documentação Histórica recebe exposições e palestras, promove visitas monitoradas e técnicas, oficinas de capacitação e experimentação, educação patrimonial, pesquisa no acervo virtual e serviços de digitalização de imagem.

Fundação Romi

Criada em 1957, em Santa Bárbara d’Oeste, pelo casal Américo Emílio Romi e Olímpia Gelli Romi, a Fundação Romi tem como missão promover o desenvolvimento social e humano por meio da educação e cultura. Pioneira na promoção da comunidade regional e na realização de ações sociais, atende mais de 37 mil pessoas por ano por meio de seus quatro grandes eixos: o Centro de Documentação Histórica (CEDOC), o Centro de Vivências do Desenvolvimento Infantil (CEDIN), o Núcleo de Educação Integrada (NEI) e a Estação Cultural (EC). Tendo como apoiadora as Indústrias Romi S.A., instituições governamentais, não governamentais e a inicia privada, a Fundação Romi objetiva, continuamente, atingir números mais expressivos por meio de suas áreas de atuação, seus programas e seus projetos.

A Fundação Romi está localizada na Avenida Monte Castelo, 1095, Jd. Primavera, em Santa Bárbara d´Oeste. (19) 3499-1555.

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