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Felipe Sanches propõe criação da “Campanha Gravidez sem Álcool”

O vereador Felipe Sanches (PSC) protocolou, ontem (22), o Projeto de Lei 81/2017, que institui no Município a “Campanha Gravidez sem Álcool”, como forma de prevenir a Síndrome Alcoólica Fetal (SAF). Essa campanha trata da necessidade de conscientizar o público em geral, especialmente as mulheres gestantes, de que a bebida alcoólica ingerida durante a gravidez pode causar sérios prejuízos à saúde do feto.

Ainda de acordo com Felipe Sanches, o intuito da referida campanha é o de promover o conhecimento social sobre a Síndrome Alcoólica Fetal (SAF) e as formas de tratamento, utilizando os diversos meios de comunicação, como cartazes, folhetos informativos, jornais, redes sociais e revistas de saúde. Também compete a essa campanha estimular ações educativas por parte dos diversos seguimentos sociais e instituições públicas e privadas que envolvam a prevenção da Síndrome Alcoólica Fetal, como feiras de saúde, palestras, campanhas educativas e outros eventos.

O projeto também deve auxiliar a difundir os conhecimentos científicos relacionados à síndrome, bem como os métodos de tratamento e diagnóstico dos danos causados ao feto, avaliar e aprimorar as políticas direcionadas à promoção, manutenção e recuperação da saúde fetal. De acordo com a propositura, os cartazes e informativos deverão conter endereço eletrônico e número telefônico dos serviços de saúde e órgãos governamentais para atendimento e esclarecimento de dúvidas do cidadão.

Na exposição de motivos do projeto, Felipe Sanches explica que, há nove anos, a Sociedade de Pediatria de São Paulo iniciou uma campanha sobre a importância de prevenção dos efeitos do álcool para a proteção do feto e do recém-nascido, atualmente, a causa mais importante da deficiência mental não congênita. “Neste ano, o alerta veio da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), que lançou uma ferramenta para ampliar a conscientização das mães e profissionais da saúde sobre os danos da ingestão de álcool durante o período gestacional para os bebês. A ferramenta se trata de um site (http://nova.sbp.com.br/gravidezsemalcool), onde constam todas as informações pertinentes ao tema”, disse.

Felipe também afirmou que os pediatras destacam que a doença não tem cura e pode trazer danos irreversíveis para as crianças, como retardo mental e anomalias congênitas. A doença pode ser prevenida por meio da abstenção de álcool durante a gestação. “Características faciais distintivas, dificuldades de aprendizagem, deformidades ósseas e articulares, defeitos cardíacos e hiperatividade são alguns sintomas. A síndrome é irreversível, mas o tratamento, especialmente se for precoce, pode ajudar a reduzir alguns sintomas. O tratamento é feito por meio de terapia em grupo de apoio, intervenção psicológica e processamento sensorial. Os especialistas envolvidos são: fonoaudiólogo, psiquiatra, pediatra, ginecologista e obstetra”, afirmou.

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Dennis Moraes