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Entenda um pouco sobre a categoria de cães molossóides

Cães molossóides, como os das raças dogo argentino, boxer e bulldog, são animais conhecidos por seu aspecto físico forte, massivo e imponente. Em geral, têm também o focinho e orelhas curtos, cabeça arredondada e lábios espessos.

 

Atualmente, eles são classificados pela Federação Cinológica Internacional em dois grupos: os dogues e os de montanha.

 

Acredita-se que esse tipo de cão surgiu nas regiões montanhosas do que atualmente é a Albânia e a Grécia e nos Bálcãs. Eram usados como ferozes defensores dos rebanhos.

 

Péritas, o cachorro favorito de Alexandre, O Grande, era, provavelmente, um molossóide. Essa era uma das principais categorias canina da época na Grécia, tendo sido citada até mesmo por Aristóteles, que celebrava sua coragem e superioridade física.

 

Eram conhecidos como caçadores, guardiães e até mesmo auxiliares em combates.

 

A fama de “briguento” durou por bastante tempo: esses cães já foram muito usados em rinhas. Felizmente, essa já não é a realidade da maior parte dos molossóides. Agora, eles vivem felizes como parte das famílias!

Conheça o Dogo Argentino

A raça foi criada, como o próprio nome já diz, na Argentina, mais precisamente na província de Córdoba, em 1920. No entanto, só foi reconhecida oficialmente mais recentemente, na década de 80.

 

É o resultado da mistura de raças como Mastiff, Bulldog e Bull Terrier e foi idealizado especialmente como um cão de caça para os pampas argentinos. Tem uma expectativa de vida que, de forma geral, varia entre 10 a 12 anos.

Características físicas

Trata-se de um cachorro atlético, de proporções harmoniosas. A altura de seus ombros é ligeiramente maior do que a da lombar, e o tamanho das “costas” é ligeiramente superior à distância entra as patas e a “escápula”.

 

É um cão de grande porte que pode pesar facilmente mais de 40 kg, sendo que as fêmeas são ligeiramente menores.

 

O Dogo Argentino é necessariamente branco puro, e seu pelo é curto e liso. Apenas uma mancha preta pode ser aceita na região da cabeça, desde que ocupe menos de 10% dessa área. Possui um focinho de comprimento médio e feição amigável e altiva, mas forte. Seu nariz deve ser, necessariamente, preto.

 

Muitos integrantes da raça acabaram tendo suas orelhas cortadas, e a raça ficou conhecida com essa fisionomia. A prática, porém, é proibida pela Resolução 1.027/2013 do Conselho Federal de Medicina Veterinária, o que a torna ilegal em todo o território nacional.

Características comportamentais

O padrão da raça é um cachorro silencioso, com apurado olfato. É conhecido por ser muito corajoso. Isso fez dele, durante décadas, um ótimo cão de guarda. Atualmente, é treinado para serviços como busca e resgate, polícia, cão-guia e até militar.

 

Por suas características físicas lembrarem às do pitbull (que também não merecem a fama de mau que têm), o Dogo Argentino é erroneamente temido. É comum que pessoas acreditem que se trata de um cão agressivo.

 

Porém, os dogos argentinos são muito inteligentes, equilibrados e humildes, o que os torna amáveis ao serem criados com convívio familiar adequado. São cães pacientes com crianças e muito fiéis a seus tutores.

Cuidados especiais

Por outro lado, é um cachorro teimoso e dominador. O problema maior pode se apresentar com outros cães, sobretudo se houver alguma situação de disputa por fêmeas. Também pode apresentar um comportamento não muito amigável com estranhos.

 

Sobretudo por sua força e vigor, eles não devem jamais apresentar agressividade. Caso isso aconteça, o comportamento deve ser corrigido e, se necessário, ajuda especializada deve ser buscada nesse processo.

 

Por isso, é necessário que seu tutor seja também muito equilibrado, de forma a discipliná-lo e socializá-lo apropriadamente desde bastante cedo.

 

Por seu tamanho e disposição, a raça não é recomendada para apartamentos ou áreas pequenas e para famílias com estilo de vida mais pacato. Por outro lado, o Dogo Argentino ficará feliz ao ser incluído nos passeios familiares!

 

É um animal que precisa de bastante espaço, estímulos e exercícios mentais e físicos constantes.

 

Além disso, sua pelagem branca o torna especialmente sensível ao sol. Deve-se cuidar para que os passeios sejam realizados em momentos de exposição mais suave.

 

É comum também que os cachorros dessa raça apresentem surdez em pelo menos uma das orelhas. A taxa é de cerca de 16% dos filhotes. A condição tem a ver com a coloração da pelagem, já que tem relações com o albinismo.

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