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Dengue: aumento de casos se repete a cada três anos

Novas terapias para a doença vão ser apresentadas em congresso em Belo Horizonte.

O primeiro sintoma de dengue na professora universitária Sandra Freitas foram pintas vermelhas no peito dos pés, depois exaustão e náuseas. Como não apresentava os sintomas comuns, dores de cabeça e nos olhos, o médico do posto de saúde descartou a possibilidade da doença. O cansaço e o desânimo só aumentaram e ela decidiu procurar o médico que já a atende há anos. No mesmo dia o diagnóstico: dengue. Tomou soro durante 5 dias, muita água e repouso. Essa foi a segunda vez que Sandra Freitas contraiu a doença. A primeira vez foi em 2017.

Segundo o coordenador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Dengue e professor do Departamento de Bioquímica e Imunologia da UFMG, Mauro Teixeira, o aumento de casos acontece nas várias cidades do Brasil em um ciclo de 3 a 4 anos. Ele lembra que em 2016 foi a maior epidemia da doença em Belo Horizonte com mais de 154.000 casos registrados. Durante o MEDTROP-PARASITO 2019, Congresso Brasileiro de Medicina Tropical e Congresso Brasileiro de Parasitologia, que acontece em Belo Horizonte em julho, o professor vai falar sobre as novas terapias antivirais e o avanço nas pesquisas das vacinas contra a dengue.

Registros – O número de casos de dengue em Minas Gerais é de 81456 casos prováveis (confirmados + suspeitos), segundo boletim divulgado hoje pela Secretaria Estadual de Saúde. Já foram confirmadas 7 mortes e outras 29 estão em investigação, todas relacionadas a doença. O estado ocupa a quinta posição em relação a notificação de casos, ficando atrás do Tocantins, Acre, Mato Grosso do Sul e Goiás. Na comparação com o mesmo período dos últimos dois anos (2017 e 2018) houve crescimento de mais de 730% no número de registros.

Congresso –  Realização simultânea do 55º Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, o MEDTROP 2019, o XXVI Congresso Brasileiro de Parasitologia e a 34a Reunião de Pesquisa Aplicada em Doença de Chagas e 22ª Reunião de Pesquisa Aplicada em Leishmanioses, o CHAGASLEISH 2019. O tema do congresso “Convergência e inclusão: em busca de soluções sustentáveis para o diagnóstico, tratamento e controle das doenças tropicais” abre perspectivas para integração da ciência, educação e tecnologia buscando, na interdisciplinaridade, benefícios para a saúde, para o desenvolvimento do indivíduo e da sociedade. De 27 a 31 de julho, na UFMG, em Belo Horizonte, Minas Gerais.

 

Fontes:

– Personagem: Sandra Freitas – professora universitária e jornalista

– Coordenador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Dengue e professor do Departamento de Bioquímica e Imunologia da UFMG, Mauro Teixeira

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