Limeira 

Comerciantes de Limeira cobram aplicação de horário ampliado em reunião na Acil

Empresários querem que Sicomércio siga lei do vereador Wagner Barbosa aprovada em 2018

 

Comerciantes de Limeira cobram o Sicomércio (Sindicato do Comércio Varejista de Limeira), representante patronal, para que a lei que permite o horário ampliado do comércio, de autoria do vereador Wagner Barbosa (PSB), seja colocada em prática. A Lei nº 6.113/2018 estabelece que os estabelecimentos comerciais da cidade poderão funcionar de segunda-feira a sábado, das 6h às 22h, e aos domingos, das 8h às 22h. Não obrigatório, apenas o lojista interessado praticaria o horário estendido.

O assunto foi discutido em reunião realizada no início da tarde de ontem terça-feira, 26 de março, na Acil (Associação Comercial e Industrial de Limeira), reunindo comerciantes, o vereador Wagner Barbosa, o prefeito Mário Botion e o presidente da entidade, José Mário Bozza Gazzetta.

Segundo o vereador Wagner Barbosa, a Convenção Coletiva de Trabalho que trata sobre o horário de funcionamento do comércio é restritiva, obrigando a abertura de segunda a sexta-feira até as 18h e aos sábados das 9h às 14h. O acordo tem vigência até o dia 30 de abril, mas reclamações que chegaram ao seu gabinete dão conta de que pode ser renovado nos mesmos termos. “A situação é preocupante, porque temos uma lei que tem como objetivo a geração de emprego e renda. Corremos o risco de empresas importantes fecharem suas portas, agravando o desemprego, caso o Sicomércio não esteja junto com os comerciantes”, afirmou.

O prefeito Mário Botion informou que teve uma conversa informal com o presidente do Sicomécio, Eduardo Hervatin, de que as tratativas sobre o horário de funcionamento do comércio terão início esta semana, mas relatou que também vem recebendo reclamações dos segmentos do comércio com problemas por conta do horário restrito. “Temos que manter as empresas e aumentar os empregos em nossa cidade. O comércio vem perdendo vagas e muitos comerciantes querem ter a liberdade de funcionar de acordo com a conveniência de seus negócios, mas sempre com respeito à lei trabalhista”, declarou.

 Contramão

A gerente da Dicico de Limeira, Gisele Silva, relatou que vem tendo problemas para conseguir informações no Sicomércio e que, depois de 11 anos em Limeira, a loja, cujo plano era de ampliação, atualmente estuda o fechamento de sua unidade no município. “Iniciamos com 60 funcionários e hoje, sendo obrigados a fechar às 17h20, reduzimos para 20 colaboradores. Queremos gerar empregos, mas Limeira está indo pelo caminho inverso. Essa reunião é uma tentativa de mantermos nossa loja na cidade”, falou.

Proprietário da De Carvalho Joias, Euclides de Carvalho disse que apenas na avenida Costa e Silva são cerca de 400 lojas que comercializam joias folheadas, mas são impedidas de funcionar em horários alternativos. “Tentamos mostrar que Limeira é hoje o maior centro de produção e venda de semijoias da América do Sul, mas estamos impedidos de trabalhar. ”

O vereador Wagner Barbosa se prontificou a auxiliar os comerciantes. A Acil encaminhou um pedido de reunião para o assunto ser discutido com a presidência do Sicomércio, que deverá ser agendada para sexta-feira (29), na sede do sindicato.

A reunião contou ainda com a presença do vereador Zé da Mix (PSD), do secretário municipal de Desenvolvimento, Turismo e Inovação, Tito Almirall, e do gerente regional do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) de Limeira, Antonio Eduardo Francisco.

 

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