Saúde

Remédio para Doença de Chron é incorporado ao SUS


Já foram incorporadas 178 novas tecnologias ao SUS, com impacto de R$ 2,5 bilhões

Arquivo/Agência Brasil

O Ministério da Saúde incorporou ao Sistema Único de Saúde (SUS) o medicamento Certolizumabe Pegol para tratamento da Doença de Crohn. A decisão atualiza o Protocolo Clínico de Diretrizes Terapêuticas (PCDT) dessa doença e moderniza os tratamentos médicos, formas de atuação e dosagem do remédio.

A Doença de Crohn é uma patologia inflamatória que pode afetar qualquer parte do tubo digestivo, desde a boca até o ânus. Pacientes com o estágio moderado a grave geralmente apresentam os seguintes sintomas: febre, perda de peso, dor abdominal acentuada, anemia e diarreia frequente. Com esse novo medicamento, a expectativa é amenizar os sintomas e melhorar a qualidade de vida do portador da doença.

O tratamento costuma exigir uma combinação de medicamentos e procedimentos cirúrgicos necessários para tratar obstruções e complicações infecciosas. O remédio também tem indicação para os pacientes adultos que não tiveram resposta adequada a outros tratamentos.

Atualmente, o SUS oferece sete remédios para o tratamento da doença de Crohn: ciclosporina, azatioprina, metotrexato, sulfasalazina, mesalazina, infliximabe e adalimumabe. Cabe aos gestores estaduais e municipais estruturar a rede assistencial, definir os serviços referenciais e estabelecer os fluxos para o atendimento dos indivíduos com a doença em todas as etapas do tratamento.

PCDTS

O objetivo dos PCDTs é estabelecer os critérios de diagnóstico e tratamento de cada doença, assim como as doses e medicamentos adequados para cada caso. Também são avaliados os mecanismos para monitoramento clínico em relação à efetividade do tratamento e supervisão de possíveis efeitos adversos.

As publicações têm como base os conceitos das Redes de Atenção à Saúde, que contam com sistemas logísticos e de apoio necessários para garantir a oferta de ações de promoção, detecção precoce, diagnóstico, tratamentos e cuidados paliativos e integrais por meio da rede pública de saúde.

Desde a criação, a comissão incorporou 178 tecnologias ao SUS, com impacto estimado de R$ 2,5 bilhões. Entre as últimas incorporações de destaque está o medicamento Dolutegravir, considerado o melhor antirretroviral para pacientes que vivem com Aids. A expectativa é que cem mil pessoas iniciem o novo tratamento em 2017.

Fonte: Portal Brasil, com informações do Ministério da Saúde

 

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