Rede elétrica: raios e árvores de grande porte estão entre as principais causas de desligamentos

Na região de Campinas, 54% das interrupções no fornecimento
de energia ocorrem por interferência de vegetação e descargas atmosféricas

 

O plantio de árvores de espécies incompatíveis com o convívio harmonioso com o sistema elétrico associado, em muitos casos, às podas inadequadas e as descargas atmosféricas (raios), representam a maioria das causas de interrupções no fornecimento de energia para os clientes da CPFL Paulista, na Regional Sudeste, com sede em Campinas. Segundo um levantamento da distribuidora sobre o ano de 2016, a Regional (que atende os municípios de Americana, Campinas, Piracicaba e mais 28 cidades) registrou um total de 20.686 interrupções. Desse total, mais de 54% dos desligamentos são causados por raios ou pela interferência de árvores.

 

Outros fatores externos que estão entre os causadores de interrupções, mas com menor quantidade de ocorrências, são pipas, colisões em postes e queimadas. Há ainda os Desligamentos Programados, realizados para garantir a segurança da população, bem como dos eletricistas, em obras no sistema elétrico. Nestes casos, os clientes que têm o serviço afetado recebem aviso antecipado de falta de energia.

 

Controle e qualidade em prol da população

Para controlar os danos à rede de distribuição de energia causados pelas árvores e melhorar qualidade do fornecimento de energia à população, além dos trabalhos preventivos de poda de afastamento dos galhos da rede, a CPFL Piratininga desenvolve o projeto “Arborização + Segura”. Trata-se de uma iniciativa realizada desde 2015 em conjunto às Prefeituras Municipais localizadas na área de atuação da distribuidora, as quais recebem orientações e auxílio para a revitalização gradativa da arborização urbana para melhorar convívio da arborização com os equipamentos urbanos. Já fazem parte do projeto, Amparo, Itatiba, Ourinhos, Timburi, Barra do Jacaré (PR), além de Serafina Correa, Antonio Prado e Feliz (RS). Outras cidades se encontram em processo de estruturação, Valinhos, Hortolândia, Águas de Lindóia, Jaguariúna e Passo Fundo (RS).

 

O principal objetivo do projeto é ampliar a segurança do sistema elétrico no município e garantir a qualidade do fornecimento de energia, por meio da identificação e substituição, em conjunto com as Prefeituras, de árvores de espécies incompatíveis com os equipamentos urbanos, com estado fitossanitário ruim, que apresentam risco de queda, e as que se encontram em estado de senescência (processo natural de envelhecimento), plantando mudas de espécies que convivam melhor com o contexto urbano (rede elétrica, de água, de esgoto, calçamento, iluminação pública, etc.), reduzindo, ao longo do tempo, a interferência no sistema elétrico e demais serviços de utilidade pública.

 

“Com este trabalho estamos contribuindo para a renovação gradativa da arborização no município, reduzindo os custos das prefeituras com o plantio a manutenção da arborização urbana e melhorando a qualidades dos serviços públicos sempre respeitando as leis ambientais”, explica Guilherme D. Pagliarini, Consultor Ambiental da CPFL.

 

Plantar árvores com consciência

Disponível no site da empresa (www.cpfl.com.br), o guia “Arborização Urbana Viária – Aspectos de Planejamento, Implantação e Manejo” traz uma série de conselhos, para que tanto o cliente como os poderes públicos possam planejar o plantio e os cuidados com árvores. Isto, tanto nas vias públicas quanto nas áreas internas dos imóveis e praças, observando distâncias corretas para o plantio sob a rede elétrica e em locais com redes subterrâneas de esgoto e água tratada.

 

Descargas atmosféricas

O Brasil é líder mundial na incidência de raios, sendo que o País registra 50 milhões de descargas elétricas por ano. A primavera e o verão, as estações mais quentes, são também um período de alerta para a população brasileira. Isto porque 90% dos 50 milhões de raios que caem no Brasil são registrados neste período. Além de causar sérios danos à rede elétrica, provocando desligamentos, os raios também são um grave risco à população. Entre 2000 e 2014, cerca de 1.790 mortes ocorreram devido à queda de raios. Os dados são do Grupo de Eletricidade Atmosférica (Elat) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). É preciso ter cuidado, pois segundo o Elat, a cada 50 mortes por raio no mundo, uma acontece no Brasil.

 

O sistema elétrico da CPFL Paulista também possui proteção contra descargas atmosféricas. Para-raios estão instalados nas subestações, postes e outros equipamentos. Eles são capazes de absorver boa parte das descargas elétricas, enquanto que outra parte é dissipada pelo sistema. No momento da descarga, as proteções atuam desligando momentaneamente o sistema (pisca) e impedindo que o excesso de energia atinja os clientes ligados à rede elétrica.

 

Investimentos

Para tornar o fornecimento de energia cada vez mais contínuo e melhorar a qualidade do serviço para seus clientes, a CPFL Paulista investe continuamente no sistema elétrico. Na Regional Sudeste, foram aportados mais de R$ 160 milhões em 2015 e, até o terceiro trimestre de 2016, R$ 92 milhões foram investidos nas cidades compreendidas pela Regional, com sede em Campinas. O montante foi destinado aos projetos que viabilizam a expansão do consumo de energia e o crescimento do mercado, por meio da ampliação de subestação e da capacidade redes de distribuição, e linhas de transmissão.

 

De forma geral, a região recebeu investimentos na melhoria de suas redes secundária e primária, substituição de equipamentos, readequação das subestações e no suporte ao crescimento do mercado, preparando o sistema para a ampliação tanto do parque industrial como do consumo das classes comercial e residencial. Todos os locais também receberam manutenções e inspeções. “O objetivo desses investimentos é tornar o sistema elétrico mais robusto, seguro e, consequentemente, melhorar o nível de conforto dos nossos clientes e mitigar possíveis desligamentos”, destaca Rodrigo de Vasconcelos Bianchi, gerente de Serviços de Rede da Regional Sudeste.

 

Segundo Bianchi, a falta de energia causada por fatores externos ao sistema elétrico é inerente ao modelo de rede existente no Brasil. “As tecnologias de rede aérea empregadas pela CPFL e em diversos países são confiáveis e eficientes, além de ter um custo acessível, que impacta menos na tarifa, do que uma rede de tecnologia diferenciada, como redes subterrâneas.” E conclui: “estas redes chegam a ser mais caras e recomendadas para localidades como condomínio e locais de grande incidência populacional”.

 

Em áreas rurais – de difícil acesso para os veículos das equipes, ou que necessitam de execução de obras ou operações complexas, como substituição de postes e remoção de árvores de grande porte – pode levar mais tempo para que a energia seja restabelecida. Além disso, ressalta-se o problema de muitos proprietários não respeitarem as faixas de servidão, com o plantio de árvores (principalmente eucaliptos) nesses locais, bem como o fechamento de porteiras (trancadas com cadeados) em áreas da zona rural, impedindo a entrada das equipes para atendimento.

 

Ressarcimento de danos elétricos

Quanto a danos causados por instabilidade no fornecimento de energia, a distribuidora analisa os pedidos realizados pelos consumidores, conforme determina a Resolução Normativa n. 414 da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), no Capítulo XVI. 

 

Para solicitar o ressarcimento, o consumidor deve entrar em contato com a empresa responsável pela distribuição de energia, por meio dos canais de relacionamento, até 90 dias após a ocorrência que teria danificado o aparelho. O consumidor deve fornecer uma breve descrição do caso com provável data e horário do ocorrido, informações sobre sua unidade consumidora, relato dos problemas apresentados e detalhes de marca e modelo do(s) aparelho(s).

 

A empresa terá um prazo de 15 dias, a partir do registro do caso nos canais de relacionamento, para analisar individualmente as solicitações e dar uma resposta aos clientes. A empresa verificará em seus registros se houve instabilidade na rede de distribuição no período informado. Caso seja encontrada ocorrência na rede, a distribuidora pode requerer ao cliente o envio de dois orçamentos para o conserto do(s) equipamento(s) danificado(s) ou ainda solicitar um orçamento para reparo do dano ocorrido a uma empresa especializada.

 

A distribuidora analisará os orçamentos e/ou laudos e, se o pedido for aceito, efetuará o ressarcimento (pagamento em moeda corrente ou conserto do equipamento em assistência técnica), em até 20 dias após a resposta fornecida ao consumidor. O ressarcimento ocorrerá somente quando a queima ou defeito em aparelhos elétricos estiver relacionado ao problema e/ou falhas na rede elétrica.

 

Dicas para se proteger durante os temporais:

  1. Nunca use aparelhos elétricos e eletrodomésticos, durante as tempestades ou em locais com água ou umidade, nem com as mãos ou os pés molhados. Cobri-los não gera qualquer efeito de proteção;

 

  1. Não mude a chave (verão/inverno – fria/morna/quente) do seu chuveiro, enquanto estiver ligado, e principalmente nos dias em que estiverem ocorrendo descargas atmosféricas;

 

  1. Não mexa no interior dos televisores e opte por mantê-los desligados durante as tempestades. Equipamentos eletrônicos sensíveis, como microcomputadores, precisam de proteção especial contra descargas elétricas, como um estabilizador;

 

  1. Evite falar ao telefone, pois uma descarga atmosférica também pode entrar pela rede de dados;

 

  1. Fique longe de objetos isolados, como árvores e postes de luz. Procure uma casa de alvenaria e fique longe de janelas e portas metálicas, especialmente durante a incidência das descargas atmosféricas;

 

  1. Os veículos também se constituem abrigos contra os raios, não pelos pneus, mas pela proteção proporcionada por um fenômeno conhecido como Gaiola de Faraday que, em resumo, significa que dentro de uma gaiola a eletricidade não penetra;

 

  1. Se você estiver caminhando com uma mochila/ bolsa que contenha alguma armação de metal, retire-a assim que detectar um raio. Certifique-se de deixá-la pelo menos 100 metros de onde quer que você esteja abrigado;

 

  1. Se não há abrigo por perto, o melhor é agachar, colocar a cabeça entre as pernas e abraçar os joelhos. Fique com os pés juntos e em contato com o chão;

 

  1. Se você for pego em uma tempestade de raios com um grupo de pessoas, mantenha uma distância de, pelo menos, 50 a 100 metros entre cada pessoa;

 

  1. Mova-se para uma local mais baixo, pois raios são muito mais propensos a atingir objetos em altitudes mais elevadas. Evite grandes espaços abertos, onde você é mais alto do que qualquer outra coisa ao seu redor, como um campo de golfe ou campo de futebol;

 

  1. Evite realizar trabalhos externos em locais elevados ou no alto de prédios (como instalar ou acertar antenas, calhas etc.), durante um temporal;

 

  1. Em zonas rurais, as cercas longas devem ser seccionadas e aterradas (de 100 em 100 metros, por exemplo) para se evitar criar um caminho contínuo para os raios, que pode levar destruição ao longo do cercado;

 

  1. Se durante um temporal, algum cabo do sistema elétrico se romper (por queda de galhos de árvores ou raios, por exemplo), não toque nem chegue perto do local. Se o cabo vier a cair sobre um carro, a pessoa não deve tentar sair do veículo e ninguém deve se aproximar para tentar prestar socorro. O risco de eletrochoque é altíssimo e pode levar à morte. Isole a área e acione imediatamente a empresa distribuidora de energia responsável.

 

Canais de relacionamento com o cliente CPFL Paulista:

  • Web mobile: cpfl.com.br (acesso via smartphone)
  • Site: cpfl.com.br
  • SMS: enviar para 27351 (em casos de falta de energia, o cliente envia seu código de consumidor para este número e recebe também via SMS a previsão de restabelecimento)
  • E-mail: paulista@cpfl.com.br
  • Contact Center: 0800 010 1010 (ligação gratuita)
  • Agências de atendimento presencial nos municípios atendidos
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