Professor Ricardo Gennari traça um panorama sobre as perspectivas para o Brasil e para o Mundo em 2018

Júpiter é o planeta regente de 2018. De acordo com as previsões, o planeta trará benefícios econômicos e políticos de um modo geral. Mas, será mesmo?

 

O professor Ricardo Gennari, especialista em Estratégia, Segurança e Inteligência, traz uma avaliação criteriosa sobre as perspectivas do ano de 2018 em diversos temas nacionais e internacionais.

 

Conflito EUA X Coreia do Norte

 

O ano começou com uma surpresa positiva: a Coreia do Norte vai participar dos Jogos de Inverno que serão realizados na Coreia do Sul, em fevereiro.

 

Ao observar a aproximação dos países asiáticos, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, demonstrou disposição em dialogar com o líder norte-coreano. “Absolutamente, eu faria isso. Não tenho nenhum problema com isso.”, disse ele.

No entanto, mesmo com a trégua anunciada, os norte-coreanos continuam a realizar seus testes balísticos, e já existe até indícios que estariam testando bombas sujas.

 

A China se mostrou interessada em criar uma frente junto à Coreia do Sul e o Japão para defender a região, com o intento de diminuir o poder dos Estados Unidos e também da Rússia. No entanto, alguns analistas apostam que a próxima guerra poderá ser entre a China e a Rússia.

Rússia e a Copa do Mundo

 

Além da realização da Copa do Mundo, a Rússia terá eleições majoritárias em 2018. A única certeza é que o presidente Vladimir Putin será reeleito (caso não ocorra nenhuma tragédia).

 

No que se refere à política externa, além de proteger o país contra qualquer eventualidade negativa no evento futebolístico, Putin terá que se prevenir de possíveis ataques terroristas de grupos fundamentalistas árabes e de repúblicas independentes como a Chechênia.

Um problema a ser enfrentado é a questão militar, principalmente com as baterias de mísseis na Polônia, comandado pelos Estados Unidos e pela OTAN. Isso incomoda muito o presidente Putin.

 

Tensão no Oriente Médio

 

Após o reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel pelo presidente Donald Trump, é quase absoluta a certeza de mais embates na região.

Existia um provável conflito entre o Irã e a Arábia Saudita, no entanto, com este reconhecimento, este conflito poderá ser adiado, já que a preservação do islamismo é fundamental para estes países.

A Síria continuará com seus problemas internos, com o poder nas mãos de Bashar al-Assad, que controla as questões religiosas, além dos interesses russos na região.

 

Donald Trump e os Estados Unidos

 

Em 2018, teremos a mudança do presidente do FED (Reserva Federal dos Estados Unidos, em português), mas as regras continuarão as mesmas.

 

Além do problema com a Coreia do Norte, o presidente Trump também está com as relações abaladas com países da Europa como a Alemanha e a Inglaterra.

A relação com a China também é problemática.

Também não podemos esquecer a questão interna da interferência ou não da Rússia com o resultado da eleição presidencial.

 

BRASIL

 

O ano de 2018 começou com uma série de problemas graves na Segurança Pública. Além da greve das polícias civil e militar no Rio Grande do Norte, houve uma grande rebelião em Aparecida de Goiânia, em Goiás e, aquele problema interminável no Rio de Janeiro.

Tanto o governo federal, como os estaduais, só tomam medidas paliativas para combater estas rebeliões.

As eleições majoritárias de 2018 terão o fator segurança como um diferencial, já que nas últimas pesquisas esta problemática só perde para saúde, o desemprego e a educação.

 

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