Prefeitura trabalha para solucionar problemas com aterro sanitário e ecopontos

Advertências e multas da Cetesb ocorrem desde 2014; Fábio Zuza consegue parceria com empresas para resolver

 

                O aterro sanitário é um dos problemas mais graves de Iracemápolis. Por causa da situação do local, a Prefeitura foi multada várias vezes nos últimos anos e está sem ter onde levar o lixo das casas e dos ecopontos.

Um caso que aconteceu esta semana ilustra bem a situação. A Prefeitura pagou R$ 19 mil para a Cetesb em decorrência de uma multa tomada ainda em 2014 — mas que não havia sido paga na época.

Com dívidas e multas acumuladas, os setores públicos correm contra o tempo. A administração de Fábio Zuza — que assumiu o caso em janeiro deste ano — divulgou a abertura de licitação para terceirizar o serviço de coleta, transporte e destinação do lixo. O objetivo é levá-lo para um aterro fora da cidade.

No entanto, a terceirização vai demorar mais que o previsto. Isso porque uma empresa chamada “TSA Transporte e Logística” pediu a paralisação da licitação. Os representantes desejam participar da concorrência, mas para isso é preciso alterar pontos do edital.

Enquanto a nova licitação não fica pronta, a Prefeitura busca amenizar o problema contratando uma empresa em caráter emergencial para retirar o lixo das casas e levá-lo para um aterro licenciado.

Quanto aos ecopontos, a cidade tem dois — um no Jd. Aquárius e outro atrás da rodoviária —, mas ambos estão precários. A gestão Zuza vai desativá-los e criar um novo no Distrito Industrial.

 

40 DO 2º TEMPO

O problema do lixo na cidade — domiciliar, dos ecopontos e dos reciclados — é fruto da falta de planejamento. A Prefeitura deveria ter se atentado para o problema há anos. Em 2016, o caso já era emergencial. Além disso, por anos, não foi dada a manutenção exigida pela Cetesb.

Em janeiro, quando Fábio Zuza assumiu a gestão, a situação estava precária. “É como tentar virar um jogo aos 40 do segundo tempo”, dizem técnicos da área.

Logo que assumiu, o prefeito pôs o problema em evidência. Em sua primeira entrevista, falou para os jornalistas que esse era um dos maiores desafios do início da gestão.

“Mas é complexo, pois é preciso se atentar para uma série de leis ambientais. Estamos correndo para resolver”, disse.

 

Foto: Limpeza começou a ser feita em ação conjunta com empresas

 

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