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Pianista Sonia Rubinsky apresenta o recital “De Bach a Villa” no Instituto CPFL, em Campinas

A relação entre Heitor Villa-Lobos e Johann Sebastian Bach é conhecida e comentada, mas pouco ouvida. A pianista campineira Sonia Rubinsky, que já gravou a obra integral de Villa-Lobos para piano e hoje se dedica à obra de Bach, explora as relações possíveis entre os dois autores no recital “De Bach a Villa” deste sábado, 05/08, às 20h, no Instituto CPFL, em Campinas. A entrada é gratuita, com retirada de ingresso a partir das 19h (dois ingressos por pessoa).

 

A apresentação é parte da série “Ciclo virtuoso: de Bach a Villa-Lobos (e vice versa”) do programa Música Contemporânea e tem a curadoria de João Luiz Sampaio e a coordenação de João Marcos Coelho.

 

Em Bach, afirma Rubinsky, há sempre vários anéis de profundidade. E as danças não são exceção: o contraponto sofisticado está sempre presente. “Incluo no recital a peça que Willy Correa de Oliveira escreveu para mim, e esta é a primeira vez que a toco. Logo em seguida Nesta Rua, das Cirandas, também em homenagem ao Willy, pois foi com as Cirandas que o convenci da grandeza de Villa-Lobos”, diz.

 

O trabalho de Villa-Lobos nas Bachianas Brasileiras foi iniciado nos anos 1930, de acordo com João Luiz Sampaio. “O ciclo tinha como inspiração a música de Bach, ou melhor, a possibilidade de justapor elementos da música folclórica brasileira ao universo do compositor alemão, que ele tratava como ‘manancial folclórico universal’”, explica.

 

O ciclo se insere em um momento histórico específico – o do neoclassicismo e do retorno às formas do passado que orientou, nos anos 1920, diversos autores, como o russo Igor Stravinsky.

Mas as Bachianas, diz Sampaio, extravasaram as condições de seu nascimento. “Nelas, afinal, está sintetizada uma questão-chave da criação chamada ‘erudita’ nacional no século XX: como conciliar a relação entre as formas herdadas do passado europeu e o olhar às manifestações regionais na busca por uma linguagem original?”

 

“Em pleno século XXI, se a questão permanece, a resposta a ela já não precisa assumir ares definidores de uma estética a ser seguida. Pelo contrário, por trás dela estão múltiplos diálogos possíveis, que apontam acima de tudo para a diversidade de referências que devem ser levadas em conta na compreensão de nossa identidade. Multiplicidade e diversidade que estão representadas não apenas no trabalho dos autores mas também na linguagem pessoal dos intérpretes – e que pautam esse módulo”, diz o curador.

 

Confira o programa do concerto deste sábado:

Johann Sebastian Bach (1685-1750)
– Partita nº 4: Abertura francesa
– Partita nº 6: Allemande
– Partita nº 6: Corrente
– Ária das Variações Goldberg
– Lute Suite: Bourrée
– Suíte francesa nº 5: Loure
– Suíte francesa nº 5: Gigue
– Partita nº 2: Capriccio

 

Willy Correa de Oliveira (1938)
Prelúdio de Sonia Rubinsky
Heitor Villa-Lobos (1887-1959)
– Cirandas: Nesta Rua
– Bachianas brasileiras nº 4

 

 

Mais informações em http://bit.ly/2uchoEH

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