Personagens da 19ª edição do Via Crucis ganham vozes neste fim de semana

Dar vida e interpretar como se fosse uma apresentação, mas em estúdio. Será assim que o elenco da 19ª edição do espetáculo Via Crucis de Santa Bárbara d’Oeste passará o fim de semana: gravando as falas dos personagens. O processo é considerado um dos principais da montagem e exige preparação por parte do ator. Com as cenas já marcadas e ensaiadas no Teatro Municipal Manoel Lyra, chegou a vez de seguir para estúdio, que receberá boa parte do elenco, ou determinados personagens, que fazem parte destas cenas.

A emoção deve ser vivenciada interiormente para que ela transmita na voz o que o público ouvirá e presenciará nos dias das apresentações. “É como se fosse o espetáculo, pois é pela gravação das falas que os atores dão vida aos personagens, pelas palavras, dicções, entonações e intenções. Não deixa de ser o nascer do personagem, porque é a voz que primeiro chega ao público”, disse o diretor artístico do Via Crucis, Otávio Delaneza. “No estúdio você se limita, não tem a vivência física, somente a voz. Você precisa imaginar a cena e o que o personagem faz e transmitir na voz”, complementou.

Desde 2008, pelo fato de trabalhar na Rádio Santa Bárbara FM e participar de oficinas de teatro da cidade, o técnico de som, Eraldo Vaz, é o responsável pela gravação e edição das falas. “Por gostar muito desse tipo de atividade, fui convidado pelo Almir Pugina, diretor do espetáculo na época, a fazer a gravação e edição, posteriormente também comecei a fazer as audições das trilhas sonoras que iriam compor a peça”, relembrou.

Segundo ele, a gravação é feita em três etapas: a captação das vozes; a criação de alguns efeitos sonoros que acompanham o espetáculo e o processo de edição. “Podemos dizer que a alma de todos é colocada ali e depois transportada para a arena. Junto à captação de vozes, é feita a criação de alguns efeitos sonoros que compõem o espetáculo; são choros, gritos, lutas, entres outros, que são inseridos junto às falas dos atores principais e trilhas” explicou Vaz. Após a captação, todo o material é reunido. “A edição leva em torno de uma semana. É o momento de afinar as vozes, editar espaços, mudar algumas frequências, corrigir algumas imperfeições, colocar efeitos e montar a peça para, na sequência, o elenco ensaiar”, disse ainda o técnico de som.

No CSU (Centro Social Urbano), local das apresentações da peça, que serão realizadas de 22 a 27 de março, às 20 horas, com entrada franca (contando com a pré-estreia voltada à imprensa, autoridades e convidados), é que tudo se juntará. “Os atores vão ouvir os áudios, vamos readequar as cenas ao espaço e, assim, criar a harmonia necessária entre a voz gravada, o local, as interpretações e fazer o espetáculo”, finalizou Delaneza.

O espetáculo Via Crucis é uma realização do Ministério da Cultura, Projeto Via Crucis e Prefeitura de Santa Bárbara d’Oeste com patrocínio da Raízen e Supermercados Pague Menos, apoio Danny Cosméticos, EPTV, Grupo Liberal de Comunicação e produção cultural 3marias.

 

 

Assessoria

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