Orcampi quer oitavo pódio consecutivo por equipes no Troféu Brasil de Atletismo

O time de Campinas, um dos principais formadores do país, aposta na mistura de experiência e jovens talentos para garantir medalha entre principais forças nacionais no esporte

A Orcampi, equipe que trabalha com formação de jovens talentos no esporte nacional, disputa o XXXVI Troféu Brasil de Atletismo, a partir desta sexta-feira e até domingo (9, 10 e 11/6/2017), na Arena Caixa, em São Bernardo do Campo, com 63 atletas (35 homens e 28 mulheres), e a ambição de ir ao pódio mais uma vez. O time é terceira força do Brasil há sete anos, desde 2010, quando passou a ter o seu projeto aprovado pela Lei de Incentivo ao Esporte e apoio de empresas.

A somatória dos pontos relativos a performance de cada atleta é que indicará o campeão do Troféu Brasil 2017, a principal competição de clubes do país. Este ano, o Troféu Brasil também é seletivo para o Mundial de Atletismo de Londres, que será realizado de 4 a 13 de agosto, no Estádio Rainha Elizabeth II, palco dos Jogos Olímpicos de 2012.

A Orcampi terá 33 atletas sub-23 e 29 adultos na competição. Vai para a pista levando um grupo meclado por jovens talentos e atletas experientes, dentre os favoritos em suas provas. Nos 110 m com barreiras pode conquistar pódio triplo no Troféu Brasil, com Gabriel Oliveira Constantino (13s52 é sua melhor marca do ano), Eder Antônio Souza (também com 13s52) e Eduardo de Deus (com 13s58) – pela ordem, os barreiristas ocupam os três primeiros lugares do ranking brasileiro. “Esta será uma prova bem forte, com ótimas chances de mais de uma medalha para a Orcampi”, analisa o técnico Evandro Lázari.

Nos 110 com barreiras chance de pódio triplo (Osvaldo F.)

São duas gerações brigando juntas pelo pódio. O carioca Gabriel Constantino, de 21 anos, conseguiu a marca de 13s52 em Gainesville, nos Estados Unidos, em 28 de abril. Ele divide o primeiro lugar no ranking nacional com o experiente Eder Souza, de 31 anos, que correu os mesmos 13s52 no Circuito Ouro 3ª Etapa, em São Bernardo do Campo, em 1 de abril.

A Orcampi também tem bons nomes nos 400 m rasos – a semifinal da distância será nesta sexta-feira (9/6/2017), às 10h30. Lucas da Silva Carvalho, 24 anos, lidera o ranking brasileiro com 45s76, tempo também feito na terceira etapa do Circuito Ouro.”Quero muito ganhar o Troféu Brasil, um sonho que tenho desde que iniciei no atletismo. Quero sair da pista com o meu melhor resultado e, quem sabe, com o índice para o Mundial de Londres. Seria perfeito”, afirma Lucas.

Veja a programação do Troféu Brasil

Um dos mais jovens talentos do grupo, Bruno Benedito, de 17 anos, também corre os 400 m. Bruno tem índices para ir ao Mundial Sub-18, de 12 a 16 de julho, em Nairóbi, no Quênia, e ao Pan-Americano Sub-20, de 21 a 23 de julho, em Trujillo, no Peru. “Esse menino é um talento e vai correr no Troféu Brasil para melhorar a sua marca pessoal (47s66)”, afirma o técnico Evandro. Bruno conta que sonha com a possibilidade de estar nos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020. “Não dá pra pensar que algo está muito longe de você. É o que eu quero e para isso tenho de melhorar as minhas marcas.”

Outra dobradinha da Orcampi de atletas jovem e experiente na mesma prova neste Troféu Brasil 2017 será formada nos 10.000 m – as medalhas saem na última corrida desta sexta-feira (9/6/2017), às 17h40. O maratonista Solonei Rocha da Silva, 35 anos, ex-coletor de lixo de Penápolis, campeão pan-americano em Guadalajara/2011 e 6º colocado no Mundial de Moscou/2013, estará na prova.

Bem como Daniel Ferreira do Nascimento, de 19 anos. Daniel, que ainda competirá nos 5.000 m, no domingo (11/6/2017), é muito bom em provas de fundo e de resistência. O jovem Daniel, de Paraguaçu Paulista, coleciona títulos nacionais e internacionais desde que competia como mirim. Atualmente é o líder do ranking brasileiro sub-20 dos 5.000m (14min32s91), 10.000 m (30min07s74) e nos 8 km do cross country (25min13). Daniel acaba de voltar do Sul-Americano Sub-20, realizado em Georgetown, na Guaiana, com duas medalhas de ouro para o Brasil, nos 5.000 m e nos 10.000 m.

Os grupos dos revezamentos também têm boas chances de medalha. São as únicas provas em time. A Orcampi pode brigar nos revezamentos 4×100 m e 4×400 m, feminino e masculino. “Os quatro revezamentos estão fortes e têm chances de medalhas no Troféu Brasil”, avalia Evandro.

A Orcampi, que comemora 20 anos em 2017, tem patocínio da Unimed Campinas e parceria da Anhanguera, Samsung, CPFL e 3 M, empresas que investem no desenvolvimento do Brasil pelo esporte.

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