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O olhar do profissional de RH para a fragilidade emocional dos profissionais em transição de carreira

Por Fernanda Andrade

 

O desemprego quase sempre nos pega de surpresa. Mesmo em momentos de crise, por mais esperada que seja, essa notícia costuma gerar um ciclo de reações. Muitos demoram um tempo para entender e aceitar. O estresse decorrente das incertezas sobre o futuro costuma causar grande angústia e apreensão. A mudança brusca e repentina na rotina faz com que muitos cheguem até a quadros depressivos.

 

A situação tende a se agravar se o cenário não se mostrar promissor, como tem sido o caso de muitos. Depois de alguns meses e tentativas frustradas de recolocação, o desânimo tende a aparecer. Nessas horas, é fundamental poder contar com o apoio da família e dos amigos. A situação pede que se ande de cabeça erguida, mantendo a autoestima e o pensamento positivo.

 

Procurar emprego dá trabalho e é preciso foco e dedicação. O profissional deve elaborar currículos e se candidatar a vagas, se colocando à disposição do mercado. É fundamental fazer networking, ativando a rede de contatos. Participar de cursos e eventos também é uma ótima oportunidade para conhecer pessoas novas e fazer relacionamento que podem gerar oportunidades de trabalho. Há várias opções gratuitas.

 

Por mais difícil que seja, é importante manter a motivação e a energia, entendendo que isso é uma tempestade passageira. O profissional precisa identificar suas qualidades e se valorizar. Precisa estar consciente de todas as suas conquistas e potenciais, demonstrando garra para encarar uma nova oportunidade de trabalho. Quem contrata quer ver brilho nos olhos.

 

Por outro lado, cabe ao recrutador entender que está lidando com um ser humano. Ele precisa acolher o candidato e entender seu momento. Não há motivos para desqualificação, ainda que aquele profissional não seja o mais adequado para a vaga em andamento. Informar sobre as etapas do processo e dar feedback é essencial. O profissional de RH também tem o papel de combater qualquer tipo de discriminação em relação aos candidatos.

 

Com os altos índices de desemprego, aceitar uma redução de salário ou mesmo uma oportunidade em uma área diferente da que se está acostumado é uma possibilidade. É preciso estar aberto para adaptações e verificar se elas condizem com a sua realidade. Em função da grande oferta de profissionais disponíveis, muitas empresas tendem a jogar salários para baixo e exigências para cima.

 

O trabalho, além de ser um apoio financeiro ou salarial, também pode ser considerado uma fonte de bem estar e equilíbrio psicológico e social. É preciso desenvolver a empatia, tendo um olhar humano para o profissional. Acima da habilidade técnica, deve estar a habilidade humana. Só assim conseguiremos combater toda a fragilidade que o desemprego, por si só, costuma gerar.

por Fernanda Andrade – é Gerente de Hunting e Outplacement da NVH – Human Intelligence.

Sobre a Human Intelligence:
www.nvhhuman.com.br

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