Mulheres que são mães têm maior dificuldade para conseguir emprego?

No mês de maio que se comemora o Dia das Mães, consultora pondera como conciliar trabalho e maternidade

 Pesquisa realizada em 2017, pela empresa MindMiners, com mil profissionais, revela que quase metade das mulheres contam que já foram rejeitadas em uma seleção de emprego por serem mães ou manifestar desejo de engravidar. 46% relatam já ter enfrentado alguma dificuldade no trabalho por se ausentarem para resolver algum problema relacionado aos filhos, como consultas médicas. O estudo mostra também que 37% das mulheres acreditam que já perderam alguma chance de promoção por causa da maternidade. Entre as principais queixas das profissionais com filhos estão a pressão psicológica e o preconceito no ambiente de trabalho.

A empresa Leaders HR Consultants, especializada em Planejamento, Gestão e Transição de Carreiras, realiza relevante trabalho com as mulheres que são mães, trabalhadoras e garantem o seu espaço no mercado de trabalho. Na Leaders, a cada 100 profissionais que recebem o benefício do Outplacement, 30% corresponde a mulheres que são mães e executivas.

Na contramão dessa pesquisa, de acordo com Astrid Vieira, diretora e consultora da Leaders HR Consultants, o posicionamento das mulheres tanto na estrutura familiar como no cenário econômico e no mercado de trabalho mudou muito. Nos dias atuais, as funções maternas se sobrepõem às atividades profissionais e busca-se uma nova divisão de atividades que inclui a figura masculina em atividades antes voltadas apenas às mulheres.

Ainda segundo Astrid, o que se observa é uma nova organização familiar, que permite que a profissional desenvolva sua carreira de acordo com seus anseios. “A realidade é outra. Através do esforço feminino, o desenvolvimento e o bom posicionamento no trabalho demonstram para as empresas que as mães são muito bem-vindas, com toda a sua capacidade e competência para exercer diversas funções dentro da corporação”, ressalta.

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