24Horas Saúde

Menina de 2 anos comemora fim de quimioterapia e comove internautas

Imagem teve mais de 100 mil ‘curtidas’ em página de combate ao câncer.
Acompanhamento da criança é feito em hospital de São José dos Campos.

 

Menina de 3 anos comemora fim de quimioterapia e comove na internet (Foto: Reprodução/ Facebook)Mais de 100 mil ‘curtiram’ a foto de Manu comemorando a evolução no tratamento contra o câncer.
(Foto: Reprodução/ Facebook)

Após lutar os seus quase três anos de vida contra um câncer raro, a história da pequena Manu vem causando comoção nas redes sociais. Em março, ela completou sete meses sem a necessidade de realizar sessões de quimioterapia e comemorou a evolução no tratamento com uma foto agradecendo ao hospital onde ela realizou o tratamento, em São José dos Campos, no interior de São Paulo.

Em pouco mais de uma semana, mais de 100 mil pessoas curtiram a imagem em uma comunidade voltada ao combate do câncer. Somente na primeira publicação da foto foram cerca de 92.500 ‘curtidas’. Na foto, a menina segura um cartaz com a frase: “Estou a (sic) 7 meses sem quimioterapia!!! Agradeço a Deus e ao GACC – São José dos Campos”.

A ideia de colocar a foto na internet foi de Erick Moura, pai de Manu. Além de comemorar a evolução do tratamento da filha contra a Histiocitose de Células de Langerhans, o objetivo, segundo ele, é também ajudar o Grupo de Assistência a Criança com Câncer (Gacc), onde ela realizou o tratamento e que passa por uma crise financeira.

“A gente sabe da dificuldade para se manter um hospital daquele porte. Não é fácil. Aí tivemos a ideia de comemorar os 7 meses sem quimioterapia da Manu, mas também jogar uma sementinha para que as pessoas se sensibilizem pelo o que o Gacc está passando. Minha filha está em fase final de tratamento, mas tem muito mais gente que precisa de ajuda”, afirmou ao G1.

O Gacc é o único hospital do Vale do Paraíba especializado em tratamento para crianças com câncer e tem uma dívida estimada de aproximadamente R$ 800 mil. Segundo a unidade, o número de pacientes atendidos cresceu no ano passado em uma proporção muito maior que a capacidade de captação de recursos. O resultado é uma dívida que não para de crescer e que já coloca em risco o funcionamento do hospital.

“A gente fica chateado por essa crise porque a gente sabe o tanto que eles fazem. Não só por nossa filha, mas para muitas crianças. Eles fazem tudo pensando no tratamento. Sempre fizeram o melhor pela minha filha. É um trabalho muito bonito, humano. Não só paciente, mas família também. Eles fazem muita coisa mesmo, pensando principalmente no bem-estar”, disse Moura.

Tratamento
Emanuela Kobanawa tem 2 anos e 9 meses, mas luta contra a Histiocitose de Células de Langerhans desde os três meses de vida. A doença é caracterizada pela proliferação e acúmulo de células Langerhans, um tipo de célula de defesa jovem, em vários tecidos. Na maioria dos casos, a apresentação da doença acontece na infância.

Por conta da doença da filha, a família que morava no interior de Goiás teve que mudar toda sua rotina. Antes de chegar ao Gacc, a criança iniciou o tratamento no Hospital Araújo Jorge, em Goiânia, onde ficou internada durante dois meses.

No começo do tratamento da doença no Gacc, ela teve a primeira complicação por conta das sessões de quimioterapia e chegou a ficar 45 dias internada no hospital, sendo 30 na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI).

Atualmente, a família de Manu vive em Itajubá, no sul de Minas Gerais. Apesar disso, as visitas dela a São José dos Campos continuam, já que Manu ainda não teve alta no tratamento. Ela ainda faz um acompanhamento periódico junto ao Gacc, mas os pais confiam na cura da filha.

“O risco da doença voltar ainda existe. O acompanhamento estava inicialmente em uma vez por mês, mas agora está indo de dois em dois meses. O tempo desse acompanhamento depende da evolução dela. Sete meses sem quimioterapia representa o caminho certo. Estamos confiantes, acreditamos na cura dela”, explica o pai.

Crise no Gacc
Fundado há 20 anos, o Gacc oferece atendimento integral a mais de 500 crianças e jovens em 39 cidades do Vale Paraíba e região. Desde julho de 2008, a entidade conta com o Centro de Tratamento Fabiana de Morais (CTFM), único hospital da região habilitado pelo Ministério da Saúde como de alta complexidade em oncologia. No local, 80% dos pacientes atendidos são do SUS.

A unidade corre o risco de suspender o atendimento por conta de dificuldades financeiras. A dívida acumulada apenas em 2012 soma R$ 800 mil. Além disso, o déficit mensal é de R$ 200 mil. O montante repassado pelo SUS cobre apenas 30% das despesas. Para colaborar com o Gacc, acesse o site www.gacc.com.br e clique no link quero fazer uma doação.

(*) Colaborou Débora Carvalho

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