Membros do Condema discutem descarte incorreto de materiais pelos cidadãos de Nova Odessa

Integrantes do órgão buscam maneiras de reverter o despejo de produtos inadequados

 

Reunidos na manhã de sexta-feira (2), membros do Condema (Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente) de Nova Odessa discutiram, entre outros assuntos, o descarte inadequado que cidadãos estão fazendo nos LEVs (Locais de Entrega Voluntária) e no EcoPonto, além de áreas públicas e privadas. A reunião ordinária do órgão consultivo e deliberativo ocorreu no anfiteatro da Prefeitura.

O Condema é composto por 15 integrantes titulares e seus suplentes, que representam órgãos públicos das esferas municipal e estadual, assim como entidades representativas e a sociedade civil. O tema mais abordado pelos conselheiros na recente reunião foi o descarte inapropriado de materiais e que está desvirtuando a finalidade dos espaços disponibilizados pelo Município.

Além dos LEVs do Bosque Manoel Jorge, do Parque Isidoro Bordon e também do Jardim São Jorge – que teve de ser desativado –, existe o PEV (Ponto de Entrega Voluntária) instalado na Praça Central José Gazzetta. “São locais para descarte exclusivo de materiais recicláveis. Já entulhos de construção, móveis velhos e outros materiais devem ser levados ao EcoPonto”, explica.

Entretanto, a Secretaria de Meio Ambiente tem notado o aumento do descarte de materiais irregulares. A diretora de Meio Ambiente, Parques e Jardins, Fernanda Dagrela, acredita que o comportamento é um costume. “No passado a Administração Municipal realizava a chamada Operação Cata-Treco, em que as pessoas despejavam todo tipo de produto em frente de suas casas e a Prefeitura recolhia”, recorda.

“Mas era uma falta de educação ambiental. As pessoas criaram esse hábito que é equivocado. A Administração atual disponibiliza os LEVs, o PEV e os EcoPontos para essa finalidade”, acrescenta Dagrela. No passado, a Vigilância Sanitária solicitou o encerramento do cata-treco, devido a muitas ocorrências de animais peçonhentos e o acúmulo de objetos que disseminam mosquitos transmissores de doenças.

CONSCIENTIZA – Os membros do Condema estudam medidas para reforçar a conscientização sobre o descarte correto de cada tipo de material, assim como a ampliação do trabalho de fiscalização para aplicar notificações e multas a quem comete os crimes ambientais. A penalidade para quem for flagrado descartando materiais proibidos é de R$ 500, chegando a R$ 5 mil em casos de reincidência.

O EcoPonto de Nova Odessa fica na esquina das ruas Vilhelms Rosenbergs e Aristides Réstio, no Jardim Monte das Oliveiras. O funcionamento é de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h30, aos sábados das 7h às 17h30 e aos domingos das 7h às 13h. Há ainda os LEVs do Parque Izidoro Bordon e Bosque Manoel Jorge, e um PEV na Praça Central José Gazzeta, que funcionam 24 horas.

Outro assunto debatido com grande ênfase pelos conselheiros foi a busca, pelo quarto ano seguido, da certificação de Nova Odessa como Município Verde-Azul. Através da Secretaria Estadual de Meio Ambiente, o programa concede o selo às cidades que adotam uma série de práticas ambientalmente corretas. “Somos conhecidos como ‘Paraíso do Verde’ e pretendemos manter o selo”, diz a diretora.

“Falamos de vários tópicos relacionados com a certificação de Município Verde-Azul, como o Plano de Arborização Urbana, o percentual de vegetação no município, o pagamento por serviços ambientais e a destinação de resíduos sólidos”, exemplifica Fernanda Dagrela. “É importante a atuação dos membros do Condema, que caminha junto da Secretaria de Meio Ambiente”, finaliza.

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