Manoel Lyra recebe “O Barbeiro de Sevilha”, em versão inédita de Ópera Curta


Obra baseada na ópera de Gioacchino Rossini terá entrada franca

O Teatro Municipal Manoel Lyra de Santa Bárbara d’Oeste recebe o espetáculo “O Barbeiro de Sevilha – ou a História Contada e Cantada da Ópera A Inútil Precaução”, da Companhia de Ópera Curta. A apresentação será no dia 2 de junho, com sessão gratuita, às 20 horas. Os ingressos devem ser retirados uma hora antes da apresentação na Bilheteria do Teatro, na Rua João XXIII, 61, Centro.

O espetáculo gratuito integra o Programa de Circulação de Óperas, promovido pelo Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura do Estado, execução da APAA (Associação Paulista dos Amigos da Arte) e parceria com a Prefeitura de Santa Bárbara d’Oeste. O objetivo é apresentar espetáculos na linguagem da ópera para pessoas que têm pouco ou nenhum acesso ao gênero. A interiorização do projeto permite o fomento, a formação e a difusão da cultura, ampliando o acesso a atividades artísticas de excelência.

Criada por Rosana Caramaschi e Cleber Papa, em parceria com Luís Gustavo Petri, a Companhia de Ópera Curta cria e apresenta espetáculos baseados em óperas famosas, cujo conteúdo é um texto teatral que aborda uma visão pouco convencional do libreto – texto dramatúrgico da ópera – baseado na história original. A série tem a história contada com uma narrativa inédita, mantendo a linha mestra da ópera original com as principais árias e duetos legendadas em português, cenários, figurinos e iluminação teatral.

“O Barbeiro de Sevilha – ou a História Contada e Cantada da Ópera A Inútil Precaução” é baseada na ópera-bufa em dois atos do compositor italiano Gioacchino Rossini e na comédia Le Barbier de Séville, do dramaturgo francês Pierre-Augustin Caron de Beaumarchais. No formato de ópera curta, O Barbeiro de Sevilla mantém as características originais da peça de Pierre-Augustin, representada pela primeira vez em 1775, na Comédie Française e da ópera original de Giocchino Rossini, estreada no Teatro Argentina em Roma, em 1816.

Segundo o diretor cênico Cleber Papa, “a ópera curta O Barbeiro de Sevilha tem o propósito de concentrar em 1 hora e 30 minutos uma sonora e longa risada rossiniana, oferecendo personagens recriados sob a ótica do humor multirreferenciado pelo cinema, televisão e pela própria ópera. A história é contada por todos os personagens sem pausas, no ritmo veloz imposto por Rossini. Teatro e música juntos explorando duas linguagens com um elenco exemplar, extraindo ação de todos os interpretes: cantores que cantam, falam e músicos que tocam, instigam e se expressam também participando da ação o tempo todo”.

Luís Gustavo Petri, diretor musical do espetáculo, acrescenta que “uma das características de nossa série é substituir a execução da redução tradicional para piano por um texto musical retrabalhado para um pequeno grupo de músicos. Escolhi uma formação onde eu pudesse trabalhar as diferentes texturas da orquestração original e que pudesse trazer mais calor à execução ao vivo. Uma das maiores dificuldades foi reconstruir os famosos “crescendi” rossinianos. Ele trabalhava a orquestra utilizando acréscimos cuidadosos de instrumentos além do incremento natural da dinâmica provocando uma sensação indescritível. Procurei manter essa alternância de texturas e dinâmicas para que os cantores pudessem ter o mesmo tipo de apoio à construção do personagem e do tempo de comédia que a execução com orquestra permite”.

 

O Barbeiro de Sevilha

 

O Conde de Almaviva se apaixonou por Rosina em Madri, onde a viu pela primeira vez no Passeio do Prado. Todas as tentativas de aproximação deram com os burros n’água, porque o tutor da jovem – o Doutor Bartolo – percebendo as manobras do Conde muda-se com ela para Sevilha onde a história se passa. Sem perder de vista sua paixão, Almaviva, fingindo ser Lindoro, um jovem estudante, aproxima-se dela novamente.

Entre as inúmeras laranjeiras que inundam a cidade, Bartolo passa a viver numa casa onde mantém Rosina reclusa, cercada por criados que a vigiam e músicos. Isto mesmo. Músicos que contrata para que toquem na sua casa durante o dia todo. Numa premonição futurista, Fígaro – o Barbeiro de Sevilha – comenta com o Conde que um dia todos terão músicos na sua sala de estar, nas lojas, nas carruagens.

Fígaro não é apenas o Barbeiro, mas o faz tudo de Sevilha. Conhecido do Conde, de quem fora criado em Madri, Fígaro se compromete a auxiliar na conquista da jovem e bela Rosina. Para isto, após receber vários punhados de moedas de ouro, propõe que o Conde se disfarce de soldado bêbado e entre na casa. O plano fracassa, mas Almaviva retorna travestido de professor de música de Rosina e discípulo de Dom Basílio, maestro que também dá aulas para a mocinha e é homem de confiança de Bartolo. Novamente o Doutor percebe a trapaça e expulsa Fígaro e o Conde de casa, decidindo iniciar as providências para que seu casamento com Rosina se concretize. Mas nada da certo. Com uma jogada de mestre, Fígaro concretiza o casamento do Conde e Rosina perante um ajudante de tabelião. Bartolo chega tarde e só lhe resta abraçar o casal e engolir a história toda.

SERVIÇO

Ópera Curta “O Barbeiro de Sevilha – a história contada e cantada da Ópera a Inútil Precaução”

Espetáculo baseado na ópera homônima de Gioacchino Rossini

Entrada Franca

Quando: 2 de Junho, às 20 horas

Duração: 1h30

Classificação: 10 anos

Onde: Teatro Municipal Manoel Lyra

Endereço: Rua João XXIII, 61 – Centro

Acessibilidade: O espetáculo tem legendas projetadas com a tradução do texto em português das partes cantadas em italiano.

 

 

Assessoria de Imprensa

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